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Bateria de Ilha Solteira leva o Grupo Especial no Desafio de Baterias d´O Inter. No cheers, Bauru e Rio Claro se destacam

Foto de Capa: Divulgação O Inter

Com Bauru campeã da primeira divisão e Sorocaba da segunda no esportivo, a 19ª edição d’O Inter, realizada na cidade de São José dos Campos, também foi palco do Desafio de Baterias e Cheerleading.

A competição reuniu 17 baterias e 9 equipes de cheerleading de diversos campi da Unesp.

No Grupo Especial, a grande vencedora foi a Batera do Inferno (Unesp de Ilha Solteira), que ganhou 3 estandartes e somou 89,90 pontos. Assim, ela se consagrou tricampeã do Desafio.

Na segunda colocação, ficou a Furiosa (Presidente Prudente) que alcançou 88,65 pontos e faturou 2 estandartes. Trombateria (Sorocaba) e Bruteria (São José dos Campos) disputarão o Grupo de Acesso em 2020.

Resultados do grupo de acesso do Desafio de Baterias

Por lá, a grande campeã foi a B.O.teria (Unesp de Assis) que alcançou 89,10 pontos e venceu 3 estandartes. Foi a primeira vez que ela venceu o Grupo de Acesso.

Quem também vai disputar o Grupo Especial em 2020 é a Fúria Capilar (Araraquara) que recebeu 88,39 como nota e ainda venceu 2 estandartes.

Desafio de Cheerleading

No desafio de Cheerleading, vitória no nível 2 (de menor dificuldade) para as Texuguetes (Bauru) que alcançaram 120,2 pontos e superaram as outras 5 concorrentes. Quem ficou com o segundo lugar foram as Morceguetes (Araraquara) que chegaram a 119,0 pontos.

No nível 3, de maior dificuldade, as Deliders (Rio Claro) venceram a disputa com 118,3 pontos, enquanto as Pegasus (Presidente Prudente) receberam 104,5 pontos.

Nível dos desafios

Para a estudante de engenharia ambiental da Unesp de Sorocaba Andressa Yuri Suzuki, integrante da Comissão Organizadora de Festas da Liga d’O Inter — responsável pelos desafios —, a disputa desse ano correspondeu às expectativas.

“O nível [do Desafio de Baterias] foi altíssimo, a gente já esperava isso, dá pra perceber pela pouca diferença entre a primeira e última colocada”, afirma a estudante, que é presidente da Atlética da Unesp de Sorocaba e ex-mestre da Trombateria. 

“As apresentações estavam extremamente dinâmicas, muitos elementos diferentes, e seguidos, as viradas eram muito dinâmicas e uma sempre puxando a outra, não teve momentos de monotonia nas apresentações”, ela completa.

No caso do Desafio de Cheerleading, Andressa destaca o desempenho das Deliders (Rio Claro), equipe tradicional que disputa campeonatos nacionais, e também das Beach’s (São Vicente), que fizeram sua estreia na competição. “O grau de dificuldade das apresentações se manteve semelhante ao do ano passado, que já foi muito bom”, diz.

Surgimento dos desafios

A cidade de São José dos Campos recebeu a 13ª edição do Desafio de Baterias, que surgiu em 2007, n’O Inter de Franca. Na época com apenas uma divisão, o Desafio teve como primeiro campeã a Sapateria, dona da casa. 

Com o crescimento no número de baterias, a disputa passou a ter duas divisões em 2011, quando Marília recebeu O Inter. Hoje, a maior campeã do torneio é a Psicoteria (Rio Preto), com 4 títulos.

Para Andressa Yuri, a realização do desafio “motiva o ingresso de novos alunos às baterias de cada campi”. “Sem falar que assim como o esporte transforma a vida de uma pessoa, eu acredito que a música também. E eu acho que as baterias também têm o papel importante de tentar manter com essa cultura do samba entre os jovens universitários”, explica a estudante. 

Já em relação ao Desafio de Cheerleading, que surgiu n’O Inter de Bauru, em 2017, e chegou a sua 3ª edição em São José dos Campos, a integrante da CO de festas da LIEU considera que o campeonato tem papel importante na disseminação de novas modalidades.

 “Você colocar uma competição dessa nos jogos do Inter, faz com que essa prática seja incentivada dentro dos campi também. Tanto no crescimento da modalidade, de entendimento, de familiarização e popularização da modalidade”, diz.

Crescimento dos Desafios

Para Andressa, a maior alternância de baterias entre divisões é um indício do crescimento técnico do Desafio nos últimos anos. Além disso, ela também destaca a maior complexidade das apresentações, que dão um “efeito de show” à competição.

“Em 2015, [o primeiro que eu participei,] não tinha muitos elementos de efeito geral, não tinha muitas dancinhas, nada muito elaborado. E atualmente as baterias já investem muito nisso, de fazer algum tipo de performance ali no meio da sua apresentação que seja de caráter teatral”, ela conta.

Em relação ao Desafio de Cheerleading, a ex-mestre da bateria de Sorocaba ressalta que ainda há muito espaço para crescimento da modalidade. “O cheers está crescendo aos poucos, é muito difícil incentivar a modalidade no seu campus, porque você precisa sentar, estudar, ler, pra saber como se desenvolve aquela modalidade, quais são as regras e tudo mais, mas mesmo assim tá crescendo”.

Resultados + Estandartes

Baterias

Grupo Especial

1º Batera do Inferno (Ilha Solteira) – 89,90
Caixa; Repinique; Surdo de marcação

2º Furiosa (Prudente) – 88,65
Agogô; Chocalho

3º Sapateria (Franca) – 88,13
Mestre

4º Psicoteria (S. José do Rio Preto) – 87,89
Tamborim; Surdo de terceira

5º Naumteria (Bauru) – 87,31

6º Lobateria (Guaratinguetá) – 87,14

7º Bombateria (Botucatu) – 83,39

8º Surubateria (Araçatuba) – 83,12

9º Trombateria (Sorocaba) – 80,69

10º Bruteria (S. José do Campos) – 80,55

Grupo de Acesso

1º B.O.teria (Assis) – 89,10
Caixa; Repinique; Tamborim

2º Fúria Capilar (Araraquara) – 88,39
Surdo de marcação; Mestre

3º Porcaria (Rio Claro) – 88,13
Agogo; Chocalho; Surdo de Terceira

4º Xoxoteria (Marília) – 84,80
Tamborim; Surdo de terceira

5º Batuka (Jaboticabal) – 83,66

6º Lateria (São Vicente) – 81,41

7º Batucada Resistência (Ourinhos) – 76,63

CHEERS

Nível 2

Texuguetes (Bauru) 120,2
Morceguetes (Araraquara) 119,0
Minotauras (Marília) 114,8
AXLeaders (Assis) 112,35
Beach’s (São Vicente) 108,2
Explosivas (Botucatu) 104,5

Nível 3

Deliders (Rio Claro) 118,3
Pegasus (Presidente Prudente) 104,5

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