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Ao longo de apenas três dias, entre 15 e 17 de novembro, a TUSCA 2019 vai promover disputas em incríveis 20 modalidades, além de um desafio de baterias e cheerleading.

À título de comparação, os Jogos Olímpicos Rio 2016 tiveram 42 modalidades disputadas ao longo de quase três semanas.

Serão mais de 100 jogos, entre esportes coletivos e individuais. Além das anfitriãs, CAASO (USP de São Carlos) e UFSCar (Federal de São Carlos), participam da competição:

  • LEU (Liga das Engenharias da Unicamp)
  • FGV
  • Poli USP
  • UFABC

Softbol se torna modalidade oficial na TUSCA 2019

Um dos maiores campeonatos universitários do país, a TUSCA faz 40 anos. Nesta edição, uma das principais novidades é a inclusão do Softbol como modalidade oficial (ou seja, vale pontos para o título geral da competição).

“O softbol é um esporte muito parecido com o beisebol, no qual dois times se alternam na defesa e ataque”, explica Érika Cardoso, estudante de Engenharia de Computação na USP de São Carlos.

No segundo ano da graduação, a atleta da CAASO conheceu a mais nova modalidade oficial da TUSCA em 2018, e logo se apaixonou. “Fui no treino aberto só para acompanhar uma amiga que queria conhecer o esporte — ela acabou não ficando no time, mas eu fiquei”, conta.

Entenda mais sobre o Softbol

Sendo disputado no campeonato de São Carlos apenas por mulheres — o beisebol, semelhante, é disputado somente por homens na TUSCA —, a modalidade é semelhante ao “bets”.

Letícia Ayumi, atleta do softbol da UFSCar desde 2014, explica: “Acho que muita gente já jogou taco (bets) na rua quando era criança, o princípio é bem parecido. Cada time tem 9 jogadoras em campo e o ataque é feito rebatendo a bola, pontuando quando a jogadora dá uma volta completa nas quatro bases. A defesa tem como objetivo segurar a bola rebatida e fazer três eliminações para então trocar com o ataque”.

Letícia, estudante de Engenharia de Produção, já conhecia o esporte antes de entrar na Federal. “Tive contato básico com Softbol na escola, porque meu professor de educação física gostava de mostrar esportes além do futebol e vôlei. Entrei pro time da Federal graças a uma carona de um veterano do curso que fazia parte do beisebol”, conta.

Para ela, jogar o Softbol como modalidade oficial é “uma grande conquista e grande alegria” para a equipe. “Jogo a TUSCA desde 2014 e desde essa época já havia interesse em tornar a modalidade oficial. Fui diretora de modalidade em 2017 e pude ver como a negociação com as outras participantes era difícil”.

Expectativas da equipes

A cada edição da TUSCA, regras oficiais da Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol (CBBS) foram sendo acrescentadas, com o objetivo de tentar oficializar o esporte. “Quando ele deixa de ser demonstrativo, a tendência é que se torne cada vez mais competitivo”, conclui Letícia.

Na opinião de Érika, da CAASO, a oficialização é motivo de felicidade, mas também de “friozinho na barriga”, já que a responsabilidade aumenta.

“Minha expectativa em relação ao softbol é que a gente consiga fazer bons jogos, vamos enfrentar dois times muito fortes, com jogadoras bem experientes. Quanto ao campeonato como um todo, espero que venha o hexa”, diz.

Possível rival de Érika na primeira final do softbol como modalidade oficial da TUSCA, Letícia destaca a ascensão da equipe. “Todas conheceram o esporte quando entraram na Federal e ter conquistado a medalha de prata ano passado foi uma evolução gigantesca, pois jogamos contra times que têm atletas de clubes e ex-seleção brasileira”, afirma.

Depois do vice-campeonato em 2018, a atleta da Federal ressalta que a equipe tem treinado “muito mais forte” e vai em busca da dourada.

“Nosso time cresceu muito nos últimos anos, tanto em números — chegamos a treinar com 3 meninas, agora temos um time com mais de 16 — quanto no nosso nível técnico de jogo”, conta.

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