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Grande parte das startups brasileiras nascem no meio acadêmico superior. Quer entender mais de Startups e Universidades? Vem com a gente!

Por Camilla Trigo

Cada dia que passa o número de empresas que vêm para inovar o mercado aumenta. As startups cada vez mais modelam esse cenário, consolidando negócios inovadores e gerando, assim, mais empregos e valor econômico para o país.

O fato é que grande parte desses empreendedores possuem entre 18 e 24 anos. Uma pesquisa anual realizada pelo SEBRAE indica que em 2018, por exemplo, houve um aumento do número de jovens participando como empreendedores. Isso mostra como diversos negócios iniciam na fase da universidade.

Mas porque empreender na época da universidade?

Entrar na universidade já é algo totalmente novo. Um novo ambiente, com diversas opções. E exatamente por haver diversos projetos e associações dentro desse mundo, que muitos jovens começam a ficar instigados em levar adiante o seu lado empreendedor.

Para Marcos Antônio, CEO e fundador da Fluke Operadora, a universidade é uma possibilidade de errar empreendendo sem tanto compromisso. Ver o que funciona, o que não funciona, sem ter a responsabilidade de ser a sua profissão pro resto da vida.

O próprio Marcos teve a oportunidade de empreender ainda na universidade, nos anos iniciais do curso:

“Eu fui pioneiro em uma competição de física experimental lá em Goiás e depois acabei sendo mentor de muitas equipes que vieram depois de mim. Era uma competição que envolvia um período longo de preparação, mas com o tempo as equipes se dispersavam. Eu já havia empreendido algumas vezes, mas ainda não tinha encontrado algum negócio que me movia para o resto da vida. Então, chamei algumas pessoas que mentorei durante essa época da competição e nos reunimos para pensar em algum negócio que desenvolvesse a gente como a competição fazia. Procuramos por desafios grandes. Ficamos mapeando e pesquisando, até que em 2017 encontramos um mercado com grandes problemas: o mercado de telefonia móvel. E quando começamos, grande parte do time estava nos primeiros anos da universidade.”

Isso demonstra como o ecossistema universitário possibilita que jovens se motivem mais a empreender.

Apoios que fazem diferença

Universitários também têm a oportunidade de contarem com grupos de investidores e outras instituições, que possibilitem o crescimento do seu negócio. Um grande exemplo disso é o FEA Angels, a maior rede de ex-alunos business angels da América Latina. 

“O objetivo é investir em negócios disruptivos e escaláveis, principalmente de alunos do ecossistema USP e também boas oportunidades de fora. Ideias que possam trazer retorno para os investidores e que possam  contribuir gerando impacto social através do empreendedorismo, gerando valor econômico.” Milton Daré – Fundador do FEA Angels

Além disso, as universidades também contam com empresas júnior e atléticas, que são grandes oportunidades de desenvolver habilidades extremamente importantes dentro de um negócio, como liderança, proatividade, gerenciamento de tempo e trabalho em equipe.

Um grande outro exemplo é o Núcleo de Empreendedores da USP-RP, uma organização estudantil composta por alunos de graduação com a missão de disseminar o empreendedorismo. Isso tudo para inspirar e desenvolver agentes de mudanças.

Eles contam com a promoção de eventos e atuam diretamente com seus projetos. Em uma entrevista, eles contaram um pouquinho sobre cada um deles.

O primeiro deles é uma pré aceleradora de startups e tem como objetivo fomentar ideias inovadoras de universitários, que não possuem o devido conhecimento de mercado. Isso acontece através de mentorias e capacitações, que têm como meta desenvolver a mentalidade empreendedora e tornar o que antes era uma ideia em um negócio.

Já o Pontapé, é um programa educacional, voltado para o ensino médio de escolas públicas e trabalha com o desenvolvimento de projeto prático de empreendedorismo social dentro de escolas, para desenvolver a criatividade e senso crítico dos alunos. Uma grande oportunidade de mostrar aos alunos que eles são capazes de mudar a sociedade que eles vivem.

O Programa Integrado de Capacitação Empreendedora (PICE) é um projeto de Cultura e Extensão da USP, que capacita micro e pequenos empreendedores da região na intenção de reduzir a mortalidade dos empreendimentos. E o Núcleo atua promovendo workshops para esses alunos e auxilia na organização dos projetos.

Por último, um projeto baseado no conceito de Economia Solidária, o Ennergia, atuando em parceria com a Enactus FEA-RP USP, em feiras de economia solidária, trazendo a lógica do empreendedorismo com a finalidade de fortalecer tais laços econômicos.

Um mundo de oportunidades

Dá pra perceber os diversos motivos de empreender ainda na universidade!

  • É um local de ampla experimentação e possibilita diversas pesquisas antes de colocar a mão na massa
  • Possui uma grande quantidade de organizações internas e externas com o objetivo de auxiliar o universitário em seus negócios
  • É um momento da vida que o estudante se sente mais motivado a buscar inspirações e novas respostas para problemas que encontra no meio do caminho

Mas claro que alguns problemas como gestão de tempo, como conciliar os estudos com o início de um negócio, e a inexperiência dentro do mercado podem pesar. Ainda assim, o ambiente universitário continua sendo extremamente importante para o surgimento de novos negócios, confirmando que startups e universidades são sim uma dupla dinâmica!

E aí, prontos para empreender? Conta aqui suas experiências com empreendedorismo dentro da sua universidade!