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Veganismo no esporte já é assunto comum entre atletas e nutricionas, mas ainda há muitas dúvidas do público geral. Confira mais sobre o assunto!

Uma galera acredita ser vegano pode afetar negativamente a prática esportiva, principalmente em questões de rendimento. Entretanto, há cada vez mais estudos e informações (e atletas!) que podem provar o contrário.

No mundo dos esportes, o tema é bastante debatido. Os argumentos de que os atletas precisam de proteína para praticar suas modalidades é, cada vez mais, refutado. Serena e Venus Williams são exemplos de personalidades do esporte que embarcaram no veganismo.

O crescimento do veganismo

O mercado de produtos veganos cresceu: é possível, atualmente, achar uma oferta muito maior de alimentos e opções. Consequentemente, o número de pessoas que levam este estilo de vida (que vai além das dietas) também.

Infelizmente ainda não existe um censo que nos forneça os dados específicos sobre o tema no Brasil. Por isso, a falta de informação ainda é algo constante sobre o tema entre o público geral.

O veganismo interfere na prática esportiva?

De acordo com Janaina Silva, nutricionista formada pela Universidade de São Paulo, não é possível dizer que há precauções de treinamentos específicas para veganos.

” As necessidades energéticas são individualizadas, então vale sempre regularizar a ingestão alimentar e, caso seja necessário, introduzir suplementos”, explica.

Carolina Ragugnetti, nutricionista especializada em veganismo, também reforça a ideia de que a dieta escolhida pelo atleta não apresenta, necessariamente, uma vantagem ou desvantagem na prática esportiva.

“Acho que a dificuldade principal é a questão de ser mais difícil seguir a dieta por uma questão de praticidade, de alimentação fora de casa. Então são pessoas que precisam de um cuidado muito maior na questão da dieta.”

Com a palavra, o atleta vegano

Além dos estudos que já desmascaram o mito de que o veganismo pode atrapalhar no rendimento, vale trazer exemplos de atletas que seguem essa dieta e como isso impacta (ou não), na sua rotina de treinos.

Luana Corradine, atleta da equipe de handebol da EEFEUSP, conta que o veganismo não interfere e muito menos restringe o seu ritmo.

“Eu treino handebol, força e quero voltar para o remo. Dentro dos treinos de força, inicialmente eu comecei pra evitar lesão, mas com o tempo fui mudando um pouco os objetivos”, conta.

A atleta universitária, que também é paciente da nutricionista Janaina Silva, explica que faz o acompanhamento e, claro, recebe algumas recomendações – como a ingestão de suplemento de proteína.

“O mais importante é saber como substituir e como favorecer os nutrientes nessa dieta. A gente é muito condicionado a pensar em cima da carne e o desafio no começo acho que é conseguir pensar fora da caixinha, sabe? Mas a dieta não me coloca em diferença de treino com outras pessoas que consomem carne”, explica Luana.

Alimentação adequada, ingestão de proteínas, balanceamento entre carboidratos e gorduras: a receita do sucesso, seja você vegano ou não.

Mas, caso você não seja mas tenha interesse nesse hábito, vá atrás, busque informações! Não deixe que as mentiras atrapalhem o que você tem vontade de fazer e siga as principais recomendações.

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