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Com a vitória no penúltimo dia de competição, POLI comemorou seu 9o título na INTERUSP 2019. Confira o balanço geral das três primeiras colocadas e da CO.

Mais uma InterUSP chegou ao fim. Com 26 modalides, pouco mais de seis mil pessoas, a cidade de Matão parou para ver os universitários disputando em alto nível, ponto a ponto, a 35ª edição de uma das maiores competições universitárias do Brasil.

A POLI, campeã deste ano, não levantanva a taça desde 2014. Após a confirmação do primeiro lugar geral ainda no penúltimo dia de competição, o grito entalado na garganta surgiu junto com euforia, dedicação e muita festa.

Balanço geral da Comissão Organizadora

Responsáveis pela organização do evento, a Comissão Organizadora conversou com a BEAT e falou sobre a importância da IUSP e a crescente valorização que a competição vêm alcançando.

Veja o depoimento de Caio Rossetti, um dos representantes da CO:

Já tornou-se impossível desassociar a ideia da vivência na Universidade de São Paulo das experiências proporcionadas pela InterUSP.

Um universo alheio às rotinas de estudos, o evento que conta com competições esportivas de alto nível e festas de grandes produções vem crescendo e atrai anualmente cada vez mais pessoas.

Em sua 35ª edição, todos já notaram a importância que a competição tem em seu meio, por causa de seu forte caráter integrativo e incentivador da prática esportiva.

Por essa valorização dada para os jogos universitários, os investimentos e atenções dados para eles também cresceram. A infraestrutura oferecida pela Liga vem melhorando e, na edição de 2019, a InterUSP já conta com cobertura fotográfica profissional, serviços de fisioterapia, Comissão Anti-Opressão e diversos patrocinadores.

Essa crescente no cenário reflete diretamente no público que frequenta o evento, que superou mais uma vez as expectativas esse ano. A parte social contou com open bar nas tendas e nas festas noturnas. Além de grandes nomes como MC Hariel, MC Davi e Grupo Revelação. Estima-se que 6.000 pessoas compareceram às festas do evento.

As faculdades que compõem a CO pensam todos os anos em maneiras de manter o crescimento na relevância que a InterUSP tem no cenário universitário. Esperamos que nossos números continuem crescendo e que as experiências nos ginásios, nas tendas e nas festas sejam cada vez mais marcantes para os participantes.”

Balanço geral das campeãs!

A POLI levantou a taça deste ano, gosto que não era sentido desde 2014. Também abrimos a BEAT para a grande campeã. Veja a entrevista com Luciano Chaparin, integrante da atlética da POLI.

Entrevista com a campeã geral: Poli USP

Revista BEAT: Vocês garantiram o primeiro lugar já no penúltimo dia de competição. O que vocês acreditam que fizeram de diferente na busca desse título? 

O desempenho é reflexo direto da preparação e da força de vontade dos atletas. O esforço do universitário-atleta (ênfase na ordem dessas palavras) é algo realmente admirável.

Ter que fazer toda a graduação (quando não pós), muitas vezes ainda trabalhar e fazer valer o tempo “livre” pra se dedicar ao esporte, a um nível que somente aqueles que os acompanham sabem o quão dedicados eles são, não é uma escolha de vida fácil.

O esporte cria caráter, rotina de disciplina, exige concentração e planejamento a longo prazo, fomenta interação social e trabalho conjunto – é um prato cheio pro universitário, uma carga que todo adulto deveria ser capaz de compreender. E isso é mérito de todo atleta universitário.

O que a gente vê se desenvolver na Poli, já há muito tempo, é a vontade de ter sempre o melhor desempenho – melhor que o dos outros, mas principalmente, melhor do que já somos. O melhor não basta, então a busca pela evolução é constantemente atualizada.

Em 2017, entramos com a proposta dos treinos de preparação física, em paralelo aos treinos comuns que as modalidades já estavam acostumadas. Claro, cada modalidade executava seu próprio tipo de treinamento físico, mas o envolvimento coletivo dos atletas tornou possível um trabalho intensivo, universal e profissionalizado, trabalho esse exercido em parceria com a NS Sports.

Os treinadores passaram a montar treinos específicos para cada modalidade, até particularizado às necessidades de cada atleta, a partir de sua função na equipe, e também de possíveis limitações, como lesões e cansaço por conta de treinos em excesso, o que é razoavelmente comum, dada a quantidade de poliatletas envolvidos no meio universitário.

E, dois anos depois, nós vemos atletas se envolvendo cada vez mais com o treinamento físico – já se tornou parte da cultura do esporte politécnico. Além disso, contamos com a preparação e recuperação durante a competição: 4 dias consecutivos de competição são excessivamente exaustivos e não há confederação esportiva que permita esse tipo de esforço para seus atletas.

Nesse sentido, contamos com a FTZ fisioterapia já há mais de 6 edições, com uma equipe que acompanha nossas modalidades nos alojamentos e nas praças esportivas, visando maximizar seu rendimento esportivo e minimizar os danos causados pelo esforço físico intensivo.

E o resultado dessas forças em conjunto foi evidente: chegamos na InterUSP babando pra executar o melhor desempenho do ano – em alguns casos, o da vida – e encarando todo confronto com cada adversário com o mesmo respeito e determinação e o reconhecimento da realidade do mata-a-mata – todo jogo pode ser o último, então vamos jogar para que esse não seja.

São mais de 400 atletas se superando dia após dia, insaciáveis pelo melhor de si próprios, os campeonatos semestrais evidenciam os resultados dessa dedicação: a Poli está no topo do escopo geral em todos os rankings.

Ganhar no sábado foi uma surpresa, ninguém imaginava esse tipo de resultado. Nossos rivais sempre se provaram grandes desafiadores, mas ganhar com um dia de folga foi uma evidência da seriedade com que levamos a competição, do devido preparo físico, técnico e tático, e da raça de nossas equipes.

E nem por isso deixamos de lutar pra levar cada medalha a mais pra casa, o que só reforça a mentalidade de superação própria de cada atleta. A InterUSP não foi ganha contra uma ou contra várias atlética – ela foi ganha em cada passo dado nos últimos anos, em cada gol e cada braçada, em cada saque e em cada salto, cada ponto comemorado, aprendendo com os erros e nos tornando mais maduros com isso.

Ela foi ganha por uma atlética, por uma Escola, por muitas gerações de politécnicas e politécnicos que não se contentaram (e nunca vão se contentar) em dizer nada menos do que “é campeão!”.

RB: Além do caneco, o que fica de aprendizado dessa InterUSP?

“Garantir a competição antes do último dia mostrou que tudo pode acontecer no esporte universitário: nem tudo é previsível, então devemos nos preparar para tudo que podemos pensar – e até mesmo para o mais inesperado.

O resultado é desenhado em toda a preparação, mas cada momento dos quatro dias de competição pode alterar esse rascunho. O importante é que, apesar dos desvios, o traçado se mantenha, sempre com foco em dar o melhor de nós mesmos, e assim sairmos realizados da competição; e se vier o caneco, foi nada mais do que merecimento.”

Infelizmente só temos um campeão por edição, o que não diminui a participação ou os feitos alcançados pelas demais atléticas. A segunda e terceira colocada deste ano também conversaram conosco e analisaram não só a campanha, mas o que pode ser feito diferente para voltarem ainda mais fortes na InterUSP 2020.

Caneco escapa, mas Med Pinheiros segue entre melhores colocadas

Isabela Argollo, da MED Pinheiros, também concedeu umas palavrinhas para a Revista BEAT. A Atlética Oswaldo Cruz, maior campeã da história da INTERUSP, acabou ficando com o segundo lugar geral. Saiba sobre a campanha.

RB: Como vocês avaliam a participação de vocês na INTERUSP desse ano e o que fazer pra que ano que vem seja ainda melhor?

Nossa participação nos deixou a desejar, mas em nenhum momento nos fez questionar a qualidade das nossas equipes e do nosso treinamento.

Para o ano que vem, além da busca sempre ativa pela melhora técnica, tática e física; construiremos desde cedo uma postura mais confiante, campeã e pronta para trabalhar em momentos decisivos dentro de quadra, da piscina, da pista e qualquer outro local de confronto.

RB: Apesar do 2º lugar, quais os aprendizados e principais conquistas desse ciclo esportivo para vocês?

Esse ciclo esportivo acaba sendo sempre uma preparação importante para nosso principal desafio do ano: a INTERMED. Os aprendizados concentraram-se principalmente na questão da postura em jogos muito disputados, na necessidade de atenção aos detalhes em momentos decisivos, e com certeza desenvolveremos isso para as próximas competições.

As conquistas individuais de algumas modalidades vieram para nos deixar ainda mais confiantes para os resultados do segundo semestre.

FEA USP se mantém e leva o bronze para casa!

Para finalizar, entrevistamos também Fernanda Souza, representante da FEA, dona do terceiro lugar da IUSP 2019:

RB: Vocês garantiram o terceiro lugar… O que acreditam que falta para chegar mais perto do título geral?

Estamos a cada ano mais fortes em busca do título geral. Algumas modalidades nossas há um ano atrás não tinham nem time e hoje treinam com 10, 11 pessoas. Nosso objetivo é estruturar nossos times cada vez mais para seguirmos em busca do sonho de ser campeões.

RB: O que deu pra tirar de lição/proveito na IUSP desse ano? E como vocês vão fazer pra manter essa ‘pegada’?

Depois do cancelamento da edição de 2018 todos os feanos ficaram muito tristes. Na edição desse ano dava pra sentir um sentimento de muita união, de estarmos todos juntos, torcida, atlética, atletas, bateria. Essa pegada tende a ficar cada vez mais forte, vamos continuar construindo um clima de uma só fea para jogarmos e torcermos uns pelos outros.