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O Rugby Feminino no JUCA 2019: a modalidade ganha notoriedade e passa a contar pontos no quadro geral.

O JUCA já está aí e a gente não poderia estar mais animadx. Além das atrações inovadoras e das disputas esperadas, a edição de 2019 traz uma novidade e tanto: o rugby feminino passa ser modalidade oficial da competição.

Em outras palavras, até 2018, a modalidade era apenas demonstrativa. A partir deste ano, entretanto, o rugby feminino passa a contar pontos no quadro geral e ser mais um passo das faculdades na busca do caneco.

Oficialização do Rugby Feminino no JUCA

Embora seja um dos esportes que mais cresce no cenário universitário brasileiro, ainda faltam competições e incentivos ao rugby.. No caso da categoria feminina, a visibilidade e oferta de torneios é ainda menor.

A decisão tomada pela Liga organizadora do JUCA implica em novos desafios e até em algumas dificuldades para os times. Por exemplo, muitas faculdades tiveram que fazer uma força-tarefa, nos últimos meses, para formarem suas equipes.

Qual a importância do rugby feminino se tornar oficial?

Entretanto, é uma notícia animadora para todos que se encontram neste meio. A oficialização da modalidade feminina é um grande passo a ser tomado para o JUCA e para todo o cenário dos Jogos Universitários.

Pedro “Santana” Menegare, atual Diretor Geral de Esportes (DGE) da Grifo – atual campeã geral do JUCA -, comemora a decisão. “Vejo com uma grande incentivo ao esporte. Não apenas na visão de DGE, mas como atleta também. É muito gratificante ver o esporte crescer.”

De acordo com Marina “Batatinha” Benini, DGE da atlética da PUC-SP, essa decisão acarreta numa mudança na conduta do esporte universitário em geral.

“Essa decisão tem tudo para melhorar a estrutura de todas as modalidades da competição, assim como pode inspirar outros campeonatos, como a NDU, a contemplar cada vez mais a modalidade”, explica Marina.

Quais os desafios da decisão?

Algumas das faculdades que participam da competição já possuíam times estruturados de rugby feminino antes da mudança. Entretanto, esse não era o cenário de todas as participantes do JUCA.

Por exemplo, a atlética da PUC-SP criou a sua equipe neste ano. Guilherme Aranha, atual treinador, afirma que “assistir a evolução das meninas é muito empolgante e que o trabalho sendo feito tem sido muito gratificante”.

Ele completa: “A decisão é benéfica para os times, para os jogos e para o esporte universitário como um todo. A oficialização do Rugby é um grande avanço, assim como é a formalização de cada modalidade dentro da competição”.

O incentivo ao rugby feminino: mais um passo de inclusão no esporte

Apesar de impactante e desafiadora, a decisão de oficializar o rugby feminino está longe de ser um problema para as faculdades. Até agora, o incentivo à modalidade só agregou positivamente para a competição, para as faculdades e para as atletas.

Pelo o que se observa e em conversa com o diferentes DGEs das atléticas participantes do JUCA, todas as faculdades conseguiram organizar suas equipes e chegarão prontas para competir nos próximos dias em Americana.

O rugby feminino ser instaurado como modalidade oficial do JUCA é, enfim, um passo importante para o desenvolvimento do esporte univesitário. Entretanto, antes mesmo disso: é a oportunidade que as atletas tem de nos mostrar seu potencial, ocupar os diferentes espaços esportivos e de nos mostrar como o esporte é para todxs.

São passos como esse que fazem com que nós, apaixonados pelo esporte, tenhamos cada vez mais fé num futuro de igualdade nas competições.

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