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Mais um passo no combate à opressão no esporte universitário, organização da INTERUSP oficializa sua Comissão Anti Opressão nesta edição.

Vivemos em um mundo repleto de preconceitos e ações de racismo, homofobia, machismo e gordofobia ainda estão presentes em nossas rotinas. No esporte, como reflexo exacerbado da sociedade, o mesmo acontece.

Nos jogos universitários, infelizmente, ainda são muitos os casos de reprodução de preconceitos, seja nas torcidas ou nas festas. Entre os muitos exemplos, foi divulgado na página oficial da INTERUSP, o relato de um atleta da Medicina Pinheiros que sofreu o racismo dentro do âmbito universitário.

Relato publicado na página oficial da INTERUSP

Como forma de evitar e amparar casos como este, a liga organizadora da INTERUSP contará, pela primeira vez, com uma Comissão Anti Opressão (CAO).

A CAO da INTERUSP

No caso da INTERUSP, nas últimas edições, houve comissões organizadas de forma independente da Liga. Essas comissões eram constituídas, principalmente, por minorias e coletivos das faculdades participantes.

Neste ano, entretanto, a ideia de oficializar a CAO surgiu para enfim amparar e tomar as providências sobre os casos de opressão ocorridos na competição.

Segundo uma das organizadoras da Comissão, Gabrielle Giudice, aluna da Poli USP, a atuação da CAO será estar sempre alerta para situações de opressão.

Ela completa: “caso presenciemos, vamos falar com a pessoa e pedir para que ela pare, sempre buscando conscientizá-la de seus atos”. Se necessário, a pessoa poderá também ser expulsa da torcida.

Gabrielle reitera que é importante que todos tenham ciência de que a Liga não é conivente com esses tipos de atitude. “É fundamental que as pessoas não se sintam inibidas em denunciar qualquer caso, nem se calem diante de situações de opressão e discriminação” explica.

O combate vai além dos jogos

Como um bom inter não se faz apenas de jogos, vale ressaltar que a CAO também estará presente em todas as festas do evento.

“A CAO não atua só nessa parte esportiva, uma grande parte da nossa atuação está na parte social do Inter. Para que todos possam curtir as festas sem se deparar com situações de assédio e afins.”, conta Gabrielle.

Além disso, a organização também irá atuar na conscientização dos alunos em outros momentos e canais e não apenas durante a competição. Por exemplo, a CAO promoverá conversas e debates dentro das faculdades. Posts relacionados ao tema também serão, de alguma forma, um jeito de tentar conscientizar e evitar atos preconceituosos.

“Não são só casos de racismos que são recorrentes, casos de machismo, gordofobicos, lgtfobicos são bem recorrentes também. Chamar o cara do time adversário de “mariquinha”, ou falar que ele joga como uma “bixa” é bem comum. Nesse sentido, nossa atuação está bastante atrelada a conscientização pré Inter, com posts na nossa página e também dentro das faculdades e modalidades, sempre dialogando e trazendo esses questionamentos em pauta”, conclui.

Nessa INTERUSP, vamos torcer não só pelas nossas equipes, mas também para que os atos discriminatórios, de fato, sejam reduzidos. Torcer para que ninguém sofra, ninguém traumatize e para que ninguém seja oprimido.

A Revista BEAT, como plataforma que visa representar e ouvir os universitários, também servirá como canal para todos que quiserem e precisarem denunciar casos de opressão. O esporte universitário não tem espaço para machistas, racistas e homofóbicos.

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