article inline adarticle inline ad

Duas atléticas, um tenista: conheça a história do atleta Rodrigo Gutierrez, que já competiu a INTERUSP pela Poli e pela FEA.

Presente na InterUSP desde a primeira edição, o tênis é um dos esportes mais tradicionais e disputados de toda a competição. O clima quente, a intensidade, e o silêncio absoluto fazem com que a modalidade seja uma das que apresentam maior nível técnico do inter.

Além das partidas acirradas entre os atletas, as rivalidades entre as atléticas dão um toque a mais nas disputas da InterUSP. É na competição que vem à tona o sentimento de pertencimento, que reaparece o amor das torcidas que nunca se calam e os atletas sentem o prazer de defender as cores da sua faculdade.

Agora, imagine você representar não apenas uma, mas duas atléticas Conheça Rodrigo Gutierrez, atleta do Tênis de Campo, que disputou a InterUSP pela Poli e atualmente veste o azul e branco Feano.

A trajetória universitária

Rodrigo Gutierrez entrou em Engenharia de Produção na Poli em 2011. Logo de cara, participou do BICHUSP. Entretanto, como calouro dedicado aos estudos (e que ainda não havia se apaixonado pelo esporte universitário), não deu continuidade nos treinos com o objetivo de focar na faculdade.

“No ano seguinte, percebi que o pior já estava acontecendo mesmo (com os estudos), então decidi voltar aos treinos”, conta Gutierrez.

A partir disso, ele competiu a InterUSP de 2012 até 2016 pela Poli. Foi vestindo o azul e amarelo que, inclusive, ele venceu quatro vezes (2012, 2014, 2015 e 2016).

A mudança para a faculdade vizinha

Gutierrez representando a equipe da FEA USP no tênis de campo.

Apesar da vida esportiva ativa na faculdade, Gutierrez não se sentia na graduação certa. Após quatro anos de curso e experiências no mercado de trabalho, ele resolveu prestar Administração na faculdade rival e vizinha – a FEA USP.

“Não gostava muito do meu curso da Poli, do modo de pensar e o método do ensino, nada tinha muito a ver comigo. Comecei a trabalhar e foi a melhor coisa que eu fiz”, relembra.

Logo no seu primeiro ano de FEA, em 2017, Gutierrez não pensou duas vezes sobre sua participação na InterUSP.

Virando a casaca!

A experiência de disputar uma InterUSP por duas atléticas é para poucos. Não bastasse isso, como o mundo sempre dá voltas, adivinha só quem o Gutierrez enfrentou no primeiro IUSP pela FEA? Sim, a POLI.

“Na semifinal de 2017 pegamos a POLI, então tinha uma galera no jogo, um monte de amigo meu, de ambas as faculdades, todos sabendo que seria uma rivalidade boa. Alguns amigos me encheram o saco durante o jogo, me xingavam de traíra, mas tudo num clima bem legal e de brincadeira”, relembra.

Já quatro vezes campeão do tênis de campo da competição, Gutierrez ganhou o seu quinto troféu, após derrotar a POLI na semifinal e a SanFran na grande decisão.

O atleta lembra com carinho da disputa, que foi repleta de torcida, rivalidade e gritaria – como era de se esperar. De acordo com ele, “o time da POLI estava bem forte eles importaram um cara para ocupar o meu lugar lá. No jogo simples ele me deu um pau absurdo, eu estava numa época ruim, não tive a menor chance.”

Entretanto, a dupla de Gutierrez ganhou a disputa dele na bacia das almas e, no confronto de duplas, eles se recuperaram e venceram. “Foi uma festa gigante, e depois acabamos ganhando a final da SanFran”, relembra.

O que fica do esporte?

Questionado sobre as equipes e experiências esportivas em cada faculdade, as memórias do atleta ficam nas relações e amizades que foram feitas graças ao tênis de campo.

“Da Poli, há duas pessoas que foram do time que com certeza vou levar para a vida toda. Na FEA, entrei um pouco mais velho, em outra fase, menos competitivo, e isso tornou tudo mais tranquilo. O companheirismo é bem mais orgânico”, diz Gutierrez.

Se prefere algum dos times? Ele é claro: “cada uma teve sua importância e seu contexto. Mas, no momento, não troco onde eu estou por nada.”

Para entender:

As atléticas são representadas por dois tenistas. Os confrontos acontecem entre elas, sendo que cada tenista joga uma partida contra o outro.

Caso um tenista de uma das faculdades vença uma, e o outro de outra faculdade vença o confronto, a série fica empatada em 1 a 1. Para desempatar, acontece um terceiro jogo, no qual a disputa é entre as duplas. Aquele que vencer, avança.

INTERUSP 2019

A história da INTERUSP: de uma competição-viagem ao modelo atual!
CO espera mais de sete mil pessoas para a INTERUSP 2019