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Modalidades como jiu-jtsu, judô e muay thai ganham forma entre os atletas das faculdades.

Em 2017, uma aluna da Faculdade de Educação da USP que nunca tinha treinado luta na vida resolveu se arriscar e montar a primeira equipe judô da história da Pedagogia. O sucesso foi surpreendente.

Já no BIFE de 2018, a mesma atleta, Lala Manto ganhou a sua primeira medalha em um tatame. Ela conquistou a prata na categoria feminina no Judô no inter.

De lá pra cá, as modalidades de luta da Educação não pararam de crescer e cada vez mais pessoas se interessam pelo esporte. Neste ano, a Pedagogia está montando as equipes de judô, jiu-jitsu, karatê e muai thay. E já tem mais que o dobro de pessoas interessadas que em 2018.

O sucesso da entidade passa pela busca de novos atletas: “neste ano sete pessoas já começaram a frequentar os treinos. Ano passado eram duas pessoas em apenas uma modalidade.”, comentou Victoria Sampel, aluna da Pedagogia e atleta do jiu-jitsu que afirmou que tem a missão de fortalecer o projeto dos times de luta do instituto.

Dessa maneira também, as outras faculdades expandem cada vez mais os grupos que praticam alguma luta. No ano passado, a Atlética da Poli realizou um evento sobre artes marciais e chamou os alunos aos treinos. A entidade reforçou que as aulas da equipe de jiu-jitsu, fundada em 2010, são abertas para o público de toda a USP.  

Colaboração e igualdade de gênero

A rivalidade e o combate existem, mas ficam dentro dos tatames. Do lado de fora, as faculdades e entidades se empenham para fortalecerem juntas as modalidades de luta.

As atléticas de Física/IAG, Odontologia, ECA e FEA são parceiras de treinos da Educação, além dessas o ICBIO e a Poli também se disponibilizaram espaços em seus treinos.  “Nossos treinos são junto com outras atléticas da USP, que são muito receptivas a novos parceiros de treino”, comenta Victoria.

Apesar do crescimento do número de atletas e expansão das lutas no esporte universitário, a escassez de mulheres ainda chama a atenção.

Contudo, de acordo com Victória, as atléticas e entidades trabalham forte para reverter essa situação juntas: “Temos um histórico recente e escasso de mulheres praticando e competindo essas modalidades pela USP. No momento praticamente todos os institutos estão promovendo ações para trazer mais mulheres para os treinos”, conclui.

Crédito foto de capa: Alfa Flash

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