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Pioneiro nas ações de inclusão, o JUCA Diversidade chega a 2019 ainda mais consistente em sua luta.

O Projeto Diversidade, criado em 2017 pela liga organizadora do JUCA – a LAACA -, chega ao seu terceiro ano de existência com diferentes conquistas e, claro, muita luta pela frente.

Pioneiro entre os jogos universitários, o projeto surgiu por conta de uma demanda clara: os inters, infelizmente, ainda são espaços não apenas de reprodução de preconceitos, como também de pouca representatividade.

O esporte, como reflexo exaltado da sociedade, ainda é um ambiente fértil para lgbtfobia, machismo, racismos, gordofobia, etc. No caso da bolha universitária, equipes, atléticas, torcidas e ligas organizadoras vêm, a cada ano, melhorando suas ações de inclusão.

Representatividade é tudo

No primeiro ano do Projeto Diversidade, o foco era a promoção de debates com a finalidade de conscientizar os alunos das faculdades participantes. Ao longo dos anos, as ações foram ampliadas e, para a edição 2019, é notável a maturidade do JUCA nos quesitos diversidade e representatividade.

“Transferimos essa preocupação para o line da Festa da Liga, que conta com mulheres, negros, drags, artistas que vieram da periferia e estilos musicais para todos os gostos”, explica Taylin Matias, integrante da LAACA. Por exemplo, Djonga, Tati Quebra Barraco e Glória Goover figuram entre as atrações já confirmadas do JUCA 2019.

Inclusão em todas as partes

Além das mudanças na própria competição, a LAACA estendeu suas ações de inclusão para outros momentos: o Jogo das Estrelas e o Rugby Day.

O Jogo das Estrelas foram partidas amistosas de futebol de campo com um time lgbt masculino e um time feminino, com atletas das oito faculdades que formaram a Seleção JUCA.

Já o Rugby Day, além de possibilitar um treinão feminino coletivo, ainda contou com uma partida amistosa contra um time masculino lgbt. Os dois eventos foram maneiras da liga organizadora tornar os princípios do JUCA Diversidade ainda mais consistentes.

Gaymada realizada durante o JUCA 2018 como parte das ações da Liga.

“Estendemos a questão da diversidade também à acessibilidade, ao colocarmos o Seu Juca em uma cadeira de rodas, uma referência ao Professor Xavier dos quadrinhos X-Men”, conta Taylin.

Vale ressaltar que a ação da Liga não se limitou à representação gráfica: todos os espaços a serem utilizados em Americana (cidade sede deste ano), tanto as praças esportivas quanto os alojamentos e pontos de integração, estão sendo estudados pela LAACA e pela Usina, de forma a atender pessoas com dificuldades de locomoção.

Conquistas do JUCA Diversidade

De acordo com Taylin, a partir de 2020, o JUCA Diversidade deixará de ser um projeto, uma vez que já se tornou algo intrínsico na essência da competição.

Um case para as outras ligas e competições, ao se tratar de feitos mensuráveis, o projeto obteve as seguintes conquistas nestes anos:

  • inclusão de atletas trans no regulamento
  • rugby feminino como modalidade oficial
  • futebol de campo feminino como modalidade demonstrativa

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