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Representantes das torcidas organizadas da InterUSP falaram sobre a preparação e as expectativas para a próxima edição.

Vencer é bom, mas vencer com a torcida te apoiando e te incentivando é melhor ainda. Os torcedores são o fator surpresa numa partida, o ‘jogador’ decisivo, o apoio incondicional.

Enquanto as vozes ecoam em um só grito, os pingos de suor caem na arquibancada. A cada gota, a sensação de dever cumprido toma conta de quem está ali pronto para ficar sem voz.

Na InterUSP deste ano não vai ser diferente. Nove atléticas, nove torcidas organizadas e muitas vozes juntas em busca do mesmo objetivo: fazer festa.

Enquanto algumas torcidas seguem suas tradições, outras apresentam novas ideias, se inspiram em escolas de samba e criam gritos em meio às festas.

Conversamos com um representante de cada faculdade para entender como está a preparação e a expectativa para a IUSP deste ano. Se liga:

Nota da Revista BEAT: tentamos contato com os representantes da Sanfran e da Med Ribeirão, mas não obtivemos resposta.

Por dentro das torcidas organizadas!

T.O.F.U – FEA-USP

(por Gabriela Souza)

Crédito: Acervo T.O.F.U

Começamos a marcar presença da torcida e pilhar o clima de jogos através de posts com contagem regressiva, vídeos e vendas dos nossos itens. Também já puxamos os bixos em reunião aberta no começo do ano, o que da mais tempo para planejar coisas novas.

O impacto maior vem no hh pré-jogos, onde a gente fica mais visível para todos e vendemos shots para arrecadar dinheiros para fogos, itens diferentes para a arquibancada e tal.

A ideia dos gritos, músicas e quase tudo que fazemos vem na maioria das vezes das brisas bêbados, e a partir daí, pensamos em como podemos melhorar. Quase sempre é alguma música que está na moda, ou de gritos de torcidas organizadas de times.

Para nós, o gosto maior está em fazer as pessoas verem que a faculdade vai muito além das aulas. É muito daora ter orgulho de onde você está. Nossas expectativas tão as melhores, muita gente nova entrou para dar um gás e fazer um ano show”.

“Ô Mama, Mama, Mama
Ô Mama, Mama, Mama
Sabes porque me bate el corazón
Yo soy de FEA-USP
Yo soy de FEA-USP
Hey, cabron, primeira opción…”

Gripe Suína – CAASO

Por Renato Capelo

Crédito: Acervo CAASO

 A Gripe Suína surgiu ano passado, uma iniciativa de ex-membros da Atlética, e de atuais também. Estamos em um processo de construção ainda, com pouca mão-de-obra para trabalhar.

A gente tem alguns cantos bem tradicionais, tem coisa aí surgindo e muitas vezes a bateria puxa algumas coisas e a gente vai no embalo, então aproveitamos isso também.

Nossa expectativa para este ano é consolidar a torcida, atrair mais gente e fazer com que mais gente participe, queremos promover o público no ginásio”.

Alcateia – Odontologia USP

Por Giuliana Shoyo

Nossa torcida pode contar com a bateria “Em Chamas”, que tem ensaios duas vezes na semana e se inspiram nas grandes baterias das escolas de samba, adaptando gritos e criando novos ritmos para incentivar a torcida e atletas.

Nosso grito mais tradicional, “Odontoblasto”, foi criado para a InterUSP de 1997, em Ourinhos. Usamos termos da odontogênese (formação do dente), que nós dentistas estudamos desde o primeiro ano, pensando em algo fácil para os calouros e que todos pudessem cantar juntos.

Ano passado, tivemos o prazer de conhecer o Sr. Tsesuo Sato. Foi ele que, em 1958, fundou a AAA XXV de Janeiro. Sato reforçou para a nossa geração a importância do esporte em nossas vidas e como podemos melhorar relações interpessoais, disciplina e foco através da prática e competições esportivas.

Vibramos com as vitórias uns dos outros e nas derrotas nos apoiamos e evoluímos juntos como atleta, time e atlética.

“FOUSP maravilhosa cheia de encantos mil
FOUSP maravilhosa melhor escola do Brasil
Essa é a escola que todos desejam, mas poucos podem entrar
Você que tentou
E não conseguiu vai pra pqp…”

Peste Negra – POLI-USP

Por Luciano Chaparin

Acredito que a InterUSP é baseada num tripé: a experiência como atleta em jogo, o social nas festas/tenda e como torcedor nas arquibancadas. E nós, a Peste Negra, somos os responsáveis por criar as condições para que o universitário possa vivenciar essa última perna.

A preparação da Peste começa logo cedo, cerca de seis meses antes da competição, no que diz respeito à cotação e brainstorming de itens de torcida e decoração de arquibancada.

É também quando já começamos a tocar quais os planos para o ano em questão. O que podemos fazer de diferente, o que vimos de interessante  no universo do esporte que poderia ser aplicado e moldado à nossa necessidade e vontade.

Temos que confeccionar as bandeiras, tatuagens, batuques e outros itens que o público adora ter nos jogos, ter som no ginásio, ter tinta na cara, do mais básico ao mais criativo, como um borrifador de bebida, um mosaico, enfim.

A criação de gritos ocorre ao longo dos anos, e a Poli tem seus mais tradicionais na boca do torcedor. O desafio é criar cantos novos, de modo que a torcida inteira possa entoar. Isso porque temos um público consideravelmente maior do que qualquer Atlética da competição, e muito menos acessível, nesse sentido.

Ao incentivar um grito novo, é preciso que ele seja curto e repetitivo e que exalte a Escola acima de tudo. Muitas vezes usamos como inspiração, sim, os cantos de torcidas clássicas, mas utilizamos também influências da cultura pop e de torcidas de outros esportes. Às vezes, até outros países.

Tudo que pudermos entoar bem pode ser um canto em potencial – o desafio é fazer mais de mil politécnicos entoarem também. É um trabalho de pelo menos dois anos de intensivo pra efetivar uma música como oficial do torcedor. A InterUSP é, sem sombra de dúvidas, o ápice da torcida politécnica.

“Ô, Poli Ô
Canto por ti o meu amor
Temida és tu, minha paixão
Sou tua torcida, tua voz e coração!
Poli chegou, preste atenção!
Eu vim aqui para ser o campeão…”

Pharmáfia – FARMA USP

Por Johnny Silva

A Pharmáfia tem como um dos objetivos principais tornar íntima a relação dos alunos com os times. Mostrar para eles o quão surreal é participar dos inters, campeonatos, eventos e transmitir um pouco da emoção vivida por cada um dos atletas.

Por termos um número pequeno de alunos (e um número alto de poliatletas), o apoio na arquibancada é complementado por uma série de ações.

Isso porque, enquanto tem um time da Farma jogando, grande parte já está concentrando para um jogo na sequência ou até jogando em outra praça. Dessa forma, tentamos mostrar nosso apoio e o quanto eles são importantes para nós, antes e após os jogos.

Este ano, a Atlética definiu que o slogan da Farmácia na IUSP seria “Redefina seus limites”. A partir disso, nós colhemos depoimentos de atletas que vivenciaram situações complicadas em edições anteriores e precisaram se superar pela Farmácia. O retorno tem sido muito positivo, tenho certeza que muitos bixos estão captando o quanto isto é importante.

A Farmácia vive a InterUSP como se fosse vinte e duas Copas do Mundo. Os times se apoiam, pois sabem o quanto cada vitória é importante e o quanto a derrota é dolorosa. Comemoramos juntos e sofremos juntos.

Uma analogia que ouvi quando era bixo foi “A Farmácia na InterUSP é como o Brasil nas Olímpiadas. Podemos ganhar uma medalha no esporte mais inusitado e, mesmo assim, todos vão comemorar como se fosse sua”.

Os times vêm trabalhando muito desde o ano passado, eles nos fazem acreditar que , este ano, a Farmácia vai surpreender.

Ninguém sabe dizer quem é ou não da Pharmáfia, não existe uma “entrada” e não existe uma gestão. Você automaticamente se torna Pharmáfia no momento que passa a amar o que é a Farma fora da FCF.

Se você busca saber os resultados, se você vai aos ginásios, se você transmite a importância dos times aos bixos, se você se emociona com as histórias… Você já faz parte disso!

“Há tantos anos juntos
Na vitória ou na derrota
Mas a certeza é que eu nunca vou te abandonar
Eu canto farma quando o time tá bem
Eu canto farma quando o time tá mal
Um gol sofrido não vai me abater
Não vou parar de cantar…”

Pavilhão 4 – ESALQ

Por Bruno Marques

Crédito: Acervo Esalq USP

A gente fica ansioso parar torcer e curtir as festas que vão acontecer. Todos os nossos gritos são como símbolos da ESALQ. São musiquinhas que já existem há muito tempo e todos que passaram por aqui as conhecem. Desde os formados há muito tempo, até os bixos que entram todos os anos.

É uma tradição que existe aqui na ESALQ. Participar do InterUSP pra gente é animal, é um dos grandes momentos esperados pela ESALQ, no qual os que jogam se esforçam e aqueles que não jogam fazem de tudo pra serem os mais animados de qualquer lugar.

A gente fala que os times ESALQueanos ganham a partir da nossa animação, então a gente tora muito o pau.

Nossa expectativa é nada mais nada menos do que ser melhor do que nos anos anteriores, sendo que alguns ainda não foram no InterUSP por não ter acontecido ano passado, esses são os que mais vão curtir e fazer acontecer esse ano.

Esse é o famoso espiríto ESALQueano, torar o pau, curtir o máximo possível e ver o que acontece.

Bateria Opção Primeira de Pinheiros – Med Pinheiros

Por Alexandre Macedo

Crédito: Acervo BOPP)

São anos e anos de competição. O que se percebe é que essas arquibancadas coloridas e barulhentas, que cantam nossas músicas de tradição, que gritam até ficarem roucas, que motivam nossos jogadores em quaisquer circunstâncias são garantia de que, apesar de tudo, a Medicina fica sempre junta.

A BOPP – Bateria Opção Primeira de Pinheiros – se junta à arquibancada dando ritmo e muito som à torcida. Não jogamos, mas BOPP “entra em campo” de outra forma.

Nossa intenção é que os gritos da outra torcida não sejam escutados pelos nossos atletas. Pelo contrário, que eles se sintam estimulados e confiantes por terem o apoio de toda uma faculdade.

Nossas músicas buscam sempre exaltar a Medicina USP, animar a torcida, cantar a história de nossa tradicional atlética com todos os seus títulos de campeã e, porque não, cutucar um pouco as outras faculdades adversárias.

É, portanto, num clima de divertimento, mas de compromisso com nossa torcida, que criamos novas canções. A intenção é, de tempos em tempos, oxigenarmos um pouco a torcida com novas músicas, adequando-as aos novos tempos e evitando uma repetição que se torne tediosa.

Nesse sentido, buscamos inspiração em diversas fontes: “Eu Hoje” foi inspirada na vinheta da Rádio Bandeirantes do Domingo Esportivo, “Meu grito de Guerra” se baseou no samba enredo “É Hoje” de 1982 da União da Ilha, já “Pinheiros Tubercolosa” foi adaptada da marchinha Cidade Maravilhosa.

Outros gritos e canções nós nos inspiramos em músicas de torcida de futebol. Trocamos muitas vezes o ritmo e a letra para se adaptarem ao contexto de uma torcida com bateria e para que as músicas versem sobre a nossa história.

São mais de 35 anos de bateria, mais de 90 anos de atlética. É muita história pra conta, muitos jogos memoráveis, atletas extraordinários e uma torcida contagiante que canta com muita paixão a suas mais tradicionais canções.”

“Meu grito de guerra atravessou o ar
E levantou toda a galera,
Faixas verde-e-branco tremulando,
No maior show da Terra…”

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