Saiba mais sobre as principais causas da dor lombar entre atletas e como prevenir e melhorar os sintomas no seu dia a dia.

Por Maria Cecília Martins, Wagner dos Santos e Franco Latini

Hoje vamos conversar um pouco sobre a conhecida dor lombar. Essa é a dor mais comum na população e uma das principais causas de afastamento no trabalho e no esporte. Afinal, quem nunca sentiu uma dorzinha ali naquela região mais embaixo das costas?

Apesar de comum, a lombalgia é algo a ser levado a sério. Isso justamente porque, se não for dada a devida atenção nos primeiros sinais de dor, pode se tornar algo persistente e intenso causando sérias limitações.

Como funciona a dor lombar?

A coluna vertebral é composta por um conjunto de ossos empilhados, chamados vértebras, formando um eixo. Entre as vértebras existem bolsas gelatinosas, os discos intervertebrais, que ajudam na absorção e distribuição das cargas.

A lombar, porção mais baixa da coluna, sustenta todo o peso das estruturas que estão acima dela e transmite diversas forças aplicadas em outras partes do corpo, trabalhando junto com nossos braços e pernas para que haja movimentos amplos comuns no nosso dia-a-dia (agachar, girar, alcançar um objeto, etc). Por isso, a lombar precisa conciliar mobilidade e firmeza.

Como machucamos a lombar?

Quando criamos uma situação em que colocamos mais carga do que as estruturas daquela região podem suportar, ocorre lesão tecidual, trazendo inflamação e dor. As formas mais comuns de ultrapassar a resistência das estruturas são: posturas inadequadas por muito tempo, alta repetição de movimentos com pouca carga, posturas com grandes desalinhamentos mesmo que mantidas por pouco tempo e baixa repetição de movimentos com muita carga.

Outra forma de machucar a lombar é através de uma pancada, como a joelhada que o Neymar levou. Essa pancada pode ser dada por outra pessoa, pelo impacto com um objeto ou simplesmente acontecer numa queda.

 

 

 

 

Mas calma, não há motivos para desespero. Existem diferentes mecanismos que podem iniciar uma lombalgia e nem todos causam limitações a longo prazo.

Por exemplo, se você se empolgou e deu uma exagerada no treino, pode ser que sua musculatura fique dolorida por um tempo e depois se recupere com o repouso. Ou, então, se você fez um movimento que não está acostumado e sentiu aquela dorzinha, mas percebeu que ela não voltará se não fizer mais esse movimento.

Agora, se você tem dor lombar e ela não passa ou passa e depois volta, então já é bom ligar o sinal de alerta e procurar a ajuda de um profissional para te avaliar.

Dicas para melhorar a dor lombar

Se você tomou uma pancada, caiu ou deu um mal jeito recentemente, gelo e descanso podem trazer um bom alívio. Mas é sempre importante procurar um médico ou fisioterapeuta para te avaliar e ter certeza de que nada muito grave aconteceu. Isso é ainda mais importante se o seu trauma aconteceu há vários dias e não melhorou até agora.

Já se você é aquela pessoa que tem uma dorzinha chata que vai e volta ou que aparece em atividades específicas da sua rotina, o interessante é que se entenda quais alterações na sua postura e nos seus movimentos podem estar provocando essa sobrecarga.

Para isso, tente observar em quais momentos ou quais movimentos específicos no dia a dia te provocam dor ou tensão muscular e converse com um fisioterapeuta para que ele lhe ensine como corrigir.

Para tipos específicos de lombalgias, realizar compressas quente, alongamentos e ativação da musculatura do CORE também são recursos que ajudam no controle da dor.

O que posso fazer para proteger minha coluna?

A melhor estratégia para controlar uma lesão é justamente evitar que ela ocorra uma primeira vez. Por isso, a palavra de ordem é prevenção. Pensar no futuro e se cuidar antecipadamente fazem toda a diferença!

Bons princípios são manter um trabalho de fortalecimento global do corpo continuamente. Ou seja, focar na ativação do CORE durante os treinos, realizar alongamentos e exercícios de mobilidade de coluna e quadril e não hesitar em procurar ajuda quando sentir que algo está diferente ou que você está começando a “travar”.

Outras mudanças de hábito são fundamentais. Como utilizar mais os agachamentos com as pernas (dobrando os joelhos) para pegar objetos no chão, ao invés de só se inclinar para frente. Também evitar movimentos amplos de torção da coluna, como quando estamos sentados no banco da frente de um carro tentando alcançar algo no banco de trás.

Agora, se você já machucou a coluna alguma vez e está bem no momento, essas dicas de prevenção também servem para você. Lembrando que é sempre importante que qualquer tipo de exercício seja orientado por um profissional que entenda do assunto.

Vale ressaltar que ter aquele tanquinho considerado esteticamente bonito não garante a saúde da sua coluna, se seus treinos não forem feitos de forma correta. Então, não tem segredo. Prevenção e cuidados adequados são a chave para o sucesso da sua carreira atlética!