Entenda por que falar sobre câncer de mama é importante, suas causas e como praticar atividade física ajuda a prevenir a doença

A campanha Outubro Rosa 2018 chegou e com ela vamos mais uma vez falar sobre a saúde da mulher.

Nesse período, o Ministério da Saúde e diferentes instituições se mobilizam na campanha pela detecção precoce do câncer de mama.

De acordo com informações do Instituto Nacional do Câncer (INCA), estima-se que é possível reduzir o risco de câncer de mama em até 28% por meio dos hábitos de vida saudáveis.

“Dentre eles, estão a alimentação saudável e a atividade física”, explica o Dr. Henrique Pasqualette, mastologista e diretor do CEPEM.

Além disso, controlar o peso corporal é uma das recomendações básicas para prevenir a doença.

Isso porque a obesidade está associada a fatores de risco para desenvolvimento desse câncer.

Assim como o aumento de substâncias inflamatórias e do estrogênio, hormônio que tende a estimular o crescimento anormal das células.

Mas isso é um cuidado básico, não é definitivo para a prevenção do câncer de mama. De maneira geral, diversos fatores estão relacionados ao aumento do risco de desenvolver a doença.

E esse tipo da doença é um dos mais frequentes em mulheres no Brasil e no mundo. Porque fica atrás somente do câncer de pele não melanoma. Só em 2018, são estimados 59.700 novos casos diagnosticados no país.

O que é câncer de mama

“É um tumor maligno que se desenvolve como consequência de alterações genéticas em algum conjunto de células da mama, que passam a se dividir descontroladamente”, explica Pasqualette.

Ocorre, então, o crescimento anormal dessas células, tanto do ducto quanto dos glóbulos mamários.

Outras causas do câncer de mama

São eles:

  • Idade;
  • Fatores endócrinos;
  • História reprodutiva;
  • Exposições a fatores comportamentais/ambientais;
  • História familiar;
  • Herança genética.

Como prevenir

Devido à multiplicidade de fatores relacionados ao surgimento da doença, não há métodos de prevenção estabelecidos.

De modo geral, o que indicamos é o controle dos fatores de risco. E um deles é com o controle do peso por meio da alimentação e do exercício físico. 

Para isso, qualquer esporte que a mulher sinta prazer pode ser praticado. O caminho para adesão de uma atividade está no prazer sentido ao realizá-la.

O que também recomendado é o acompanhamento anual junto ao ginecologista, que realiza a análise das mamas.

Além disso, é indicada a avaliação recorrente das mamas, feita em casa mesmo. Quanto mais a mulher conhece sua estrutura corporal, mais ela se familiariza com o que é normal e o que pode ser suspeito.

Dessa forma, pode buscar os serviços de saúde para investigação diagnóstica quando achar que tem algo estranho.

Por isso, é indicado o autoexame das mamas sempre que a mulher se sentir confortável para tal (no banho, no momento da troca de roupa ou em outra situação do cotidiano).

Tipos e sintomas

“Existem vários tipos e subtipos de câncer de mama. O diagnóstico leva em conta fatores como tipo histológico do tumor, avaliação imunoistoquímica e seu estadio (extensão)”, aponta o Dr.

Mas na maioria dos casos, esse tipo de câncer pode ser percebido em fases iniciais por meio de sintomas como:

  • Nódulos (caroço), que são fixos e indolores;
  • Alteração da pele da mama, que pode ficar avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja;
  • Alteração no bico do peito (mamilo);
  • Pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço;
  • Saída de líquido anormal das mamas.

Tratamento

O câncer deve ser removido com cirurgia, que pode retirar parte da mama ou ela toda. “Em alguns casos, essa cirurgia pode ser associada com radioterapia, quimioterapia ou outras terapias”, comenta.

O que vai determinar a escolha do tratamento é o estadiamento do tumor e se já apresenta o diagnóstico com metástase ou não. A saúde geral e a idade da paciente também são pontos importantes.

“Ainda que o tipo e extensão do câncer sejam exatamente iguais, tratar o quadro de uma mulher saudável de 50 anos é diferente de realizar o tratamento em uma mulher com 70 anos e outras doenças relacionadas”, exemplifica o médico.

Por isso, o acompanhamento clínico, desde o diagnóstico até a escolha do tratamento, vai ser fundamental para esclarecer todas as possíveis dúvidas da paciente.

 

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