Entenda quando tomar suplemento e por que ele pode ajudar no esporte universitário 

Por Carol Ragugnetti

Já parou para pensar se deveria começar a utilizar algum suplemento alimentar? Quem faz atividade física ou pratica esporte há certo tempo, tem aquela vida corrida e participa de algumas competições, geralmente pensa nisso.

Mas para tomar essa decisão, é importante separar os tipos de suplementos em duas classes e entendê-las melhor.

Tipos de suplementos

Complementares

Primeiro, existem os suplementos que complementam a dieta. São os suplementos que fornecem algum macro ou micro nutriente que possa estar faltando na alimentação. Como por exemplo, a proteína, o carboidrato, aminoácidos ou vitaminas e minerais.

E a falta de alguns deles em sua alimentação pode estar relacionada a uma menor recuperação, aumento do risco de lesão, queda de imunidade e desempenho.

Agora se esses nutrientes já estão sendo fornecidos em quantidades adequadas na sua dieta, a suplementação não trará nenhum benefício.

Por isso, nesse caso, é importante antes de suplementar ter sua alimentação avaliada por um profissional da nutrição esportiva.

Somente avaliando toda sua rotina alimentar, é possível saber se há ou não a necessidade de utilizar um desses suplementos.

Muitas vezes, o próprio ajuste na dieta já supre a necessidade de todos os nutrientes. E então o investimento em suplementos (que podem ser caros) não é necessário.

Ergogênicos

A segunda categoria são os suplementos ergogênicos. São os recursos nutricionais capazes de aumentar a performance.

Mas, por mais atrativo que isso pareça, é preciso ter bastante cuidado com essa categoria. Isso porque são pouquíssimos os suplementos que entregam o que prometem.

A creatina, a cafeína, o bicarbonato de sódio, a beta alanina e o nitrato são os poucos suplementos dessa categoria que são amplamente estudados.

Cada um tem uma função, um protocolo de uso, um mecanismo de ação. E somente quando se considera tudo isso é que é possível atingir resultados positivos com seu uso.

Entretanto, eles não fazem milagre. O ganho de desempenho é pequeno e só será significativo para as pessoas já envolvidas em rotinas de treinos intensas.

Portanto, é preciso avaliar sempre o custo benefício do uso desses produtos. O ideal é sempre procurar orientação profissional para otimizar os resultados e minimizar os custos.

Creatina no esporte universitário

A creatina é um dos suplementos alimentares mais utilizados, mais estudados e com mais evidências de seus benefícios e segurança. Porém ainda gera muitas dúvidas, principalmente de como e quando usar o suplemento.

Para isso, primeiro vamos entender para que ela serve efetivamente. Ela age aumentando os estoques musculares de fosforilcreatina.

Trata-se de um combustível para os processos de produção de energia rápida que sustenta exercícios curtos de alta intensidade. Portanto, um aumento da creatina muscular resultará em ganhos de força nesses exercícios.

E, como a maioria dos esportes têm seus momentos decisivos mais importantes vindos de movimentos curtos, rápidos e explosivos, como um sprint para um contra-ataque, um salto para um bloqueio, um chute ou arremesso, a suplementação de creatina pode ajudar em todos eles.

Mas existe um limite máximo para o aumento da creatina muscular. Também chamado de ponto de saturação, ele é individual e não pode ser mudado.

Por isso, pessoas que já estão naturalmente próximas de seus limites máximos sentirão menos benefícios com a suplementação. Enquanto que, pessoas que naturalmente tem baixo estoque de creatina, são as que mais se beneficiarão com o suplemento.

Como tomar

O protocolo de suplementação visa atingir e manter a creatina nesse ponto de saturação. O mais tradicional é a dose de 3 a 5g ao dia.

Mas podem ser utilizados doses maiores no início do uso (5 a 20g) de 3 a 7 dias e depois manter de 3 a 5g pelo tempo que quiser ter o benefício do suplemento.

É importante ressaltar que não há a necessidade de fazer pausas no uso da creatina. Além disso, seu uso é seguro e não relacionado a doenças renais ou hepáticas, como muitos acreditam.

O suplemento é, inclusive, utilizado no tratamento de diversas doenças. E, por fim, cabe reforçar que a resposta à suplementação é individual. Por isso, sempre busque um nutricionista esportivo para conseguir melhores resultados.

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