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A Atlética de Engenharia da Anhembi Morumbi trocou o InterEng pelo Engenhas e já vê a participação como uma conquista.

Por Léo Martins e Sarah Américo

Ao longo de sua história, talvez essa seja a experiência mais aguardada da Associação Atlética Acadêmica de Engenharia e Tecnologia da Universidade Anhembi Morumbi, a Gorila.

Estreante no Engenharíadas 2018, ela se junta à Federal do ABC, Fundação Educacional Inaciana (FEI), Mackenzie, Mauá, Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) e Universidade São Judas rumo ao Engenharíadas.

Em sua 19ª edição, o maior campeonato de engenharia do país ocorre na cidade de Itu, a 100 km da capital, entre os dias 07 e 09 de setembro e é .

O convite para o Engenharíadas

Em entrevista com um dos diretores gerais de esporte, Gustavo Kavai declarou a ansiedade pré-Engenhas e disse que a Gorila está preparada para enfrentar grandes nomes do esporte universitário.

O convite para ingressar na competição surgiu de forma inusitada. “Estávamos disputando a final do futebol de campo série B do Novo Desporto Universitário (NDU) no ano passado. Daí, o pessoal da Poli-USP estava lá porque iria jogar na sequência. Eles viram a nossa torcida, aquela galera alucinada, bagunçando nas arquibancadas, e acharam muito legal”, disse. “Depois eles entraram em um consenso com as demais atléticas e fizeram a proposta, que foi irrecusável para nós”.

A saída do InterEng

Recém-saídos do Jogos Integrados de Engenharia (InterEng), Kavai disse que o convite pegou eles de surpresa. “Ficamos feliz, claro que essa era uma das nossas metas, mas isso de fato ocorrer em tão pouco tempo foi incrível. Vimos ali uma oportunidade de crescer de forma significativa” declarou.

A atlética havia participado do InterEng em 2016 e 2017, campeonato que inicialmente abrangia mais faculdades do interior.Porém, recentemente, vem acolhendo outras da capital, como aconteceu com a Anhembi Morumbi, São Judas e Faculdade das Américas.

“O InterEng é um inter menor em relação ao Engenharíadas, que reúne faculdades do interior em lugares distantes. A distância ainda impacta bastante nos custos e acaba complicando o fato de levarmos todos os atletas e chegarmos completos”, declarou.

Quem é a Gorila?

Torcida da Gorila, Atlética de Engenharia da Anhembi Morumbi

Fundada em 10 de junho de 2011 pelos alunos de Engenharia da Anhembi Morumbi, a Gorila ficou um período sem atividade. Foi retomada em 2014 por estudantes em uma nova administração.

Segundo Kavai, todas as equipes masculinas que jogaram a NDU no primeiro semestre deste ano, disputaram os playoffs do campeonato. “São resultados satisfatórios. O quarto lugar no InterEng no ano passado e agora a participação no Engenharíadas, com apenas 5 anos de idade, estamos em uma caminhada legal”, disse.

Expectativas para o feriado

Cerca de 150 atletas vão para Itu defender as cores azul e preta. “Em relação ao ano passado, hoje o grupo está muito mais unido, nos jogos da NDU nossas modalidades estão interagindo de uma forma muito legal, crescemos bastante, dentro e fora da faculdade, um público que não esperávamos”.

Segundo ele, essa união ocorreu por conta de um rodízio entre modalidades. “A galera fala muito mais no coletivo do que na modalidade individual como acontecia. Uma modalidade vai apoiar a outra em seus jogos. Por exemplo, o vôlei assiste ao futsal que assiste ao basquete que acompanha o handebol e assim por diante. Todo mundo apoiando o outro, gerando uma integração legal e uma atlética muito mais unida”, se orgulha Kavai.

Uma das dificuldades apontadas por ele foi em relação à equipes femininas. “O número de mulheres na engenharia é menor, e dentro desse número, achar mulheres que queiram jogar é difícil”. Hoje a Gorila conta com 13 equipes masculinas e 10 femininas.

Ao todo são 14 modalidades no Engenharíadas: atletismo, basquete, futebol americano, futebol de campo, futsal, handebol, jiu-jitsu, judô, natação, rugby, tênis de campo, tênis de mesa, voleibol e xadrez. “Fizemos seletivas, sempre estamos trabalhando na divulgação para atrair um maior público”.

A Gorila possui parceria com uma escola pública, onde tem acesso gratuito à quadra poliesportiva. “Conforme vamos crescendo, também queremos melhorar a estrutura da quadra com algumas coisas, como a iluminação e pintura”, conta. Kavai também disse que todas as equipes possuem técnicos. “É uma galera qualificada e capacitada, que tem uma pegada forte para fazer o negócio acontecer”.

Quem é a principal rival?

Para o DGE, a atual campeã Poli-USP é a atlética a ser batida. “Todos os participantes possuem um nível técnico parecido, mas eu acredito que eles vem mais forte pelo o que eles vem apresentando na NDU, onde quase todas as suas equipes vem chegando às finais, e também porque não houve o InterUSP, o que faz eles irem com mais garra”.

No chaveamento, a Gorila avançou direto para as semifinais em quatro modalidades. “Nossa expectativa é de superação, nós existimos a pouco tempo e já alcançaram grandes coisas. Estamos com equipes fortes, o que estamos trabalhando bastante é o nosso psicológico”, declarou.