A atleta de futsal, Isabella Scaf, revela quais suas memórias mais marcantes dos Jogos Jurídicos de SP e as maiores lições do inter

Dentre inúmeros momentos que vivi nos últimos Jogos Jurídicos, o que mais me marcou foi o primeiro jogo do futsal feminino da PUC nos JJE de 2016.

Em meio ao meu terceiro ano de faculdade, era a segunda vez que eu enfrentaria o Mackenzie.

Na primeira ocasião, já havíamos disputado a final dos Jogos Jurídicos de 2014, no meu primeiro JJE.

O jogo tinha sido sofrido demais, decidido no último minuto da prorrogação. E aquele jogo tinha me ensinado muitas coisas.

Foi ele que despertou a minha paixão incondicional pela PUC, mas – como nem tudo são flores – também foi ele que me ensinou como é doloroso perder nos Jurídicos.

Dois anos depois, em 2016, nos deparamos com o Mackenzie logo no primeiro jogo. Chegávamos aos Jogos totalmente desacreditadas. Afinal, havíamos ficado de fora das finais de 2015, algo inédito até então.

E não só por isso, estávamos com o nosso terceiro técnico em menos de dois anos. Um técnico que não tinha sequer 2 meses completos de time. Além disso, a nossa melhor jogadora, Gipe, voltava depois de um ano fora das quadras.

O jogo inesquecível

Entramos em quadra como coadjuvantes. Mas, para minha surpresa, abrimos dois gols no começo da partida.

Logo em seguida elas marcaram um, e acabou o primeiro tempo. No começo da segunda etapa nós marcamos novamente e, em tese, o jogo seria tranquilo.

Acontece que elas empataram nos últimos segundos do tempo regulamentar e não tínhamos mais forças para manter o nosso ritmo de jogo durante a prorrogação. Para a nossa sorte, elas também não. Pênaltis!

Nosso técnico perguntou se eu topava defender as cobranças e eu topei. A Gipe abriu as cobranças e acertou. Logo depois eu tive a sorte de defender o chute da primeira batedora delas.

A essa altura, o time já estava confiante. Então, a Lia chutou firme e eu finalizei as cobranças que levaram a gente para próxima fase da competição.

Acontece que essa partida não se resume a uma mera quartas de final de tirar o fôlego. Porque esse jogo foi a nossa verdadeira final. Foi ele que nos levou ao inesperado ouro dois dias depois contra a Sanfran.

E, além de toda a emoção e rivalidade envolvida, essa vitória foi um divisor de águas para o nós. Só a partir daí descobrimos o real potencial do nosso time, que nos fez conquistar tudo o que conquistamos desde então.

E sabe o que é mais curioso? Esse ano tem mais, tem mais PUC e Mack no primeiro jogo. Quem vai ganhar eu não sei, mas tenho certeza que será mais um jogo para não ser esquecido.

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