Uma carta ao sexto ano: entenda por que os sexto-anistas da Medicina Santa Casa são tão importantes no contexto esportivo da faculdade e na vida dos estudantes

Por Gabriela Prado, aluna do 4° ano e atletia do futsal feminino Santa Casa.

Como pedir para um estudante de medicina descrever o que é estar em uma InterMED, quando estamos a apenas uma semana da competição?

É uma missão arriscada, pois suas próximas horas teriam que estar reservadas somente para ouvir todos as nossas histórias.

Não sou sexto ano. Sou apenas uma quarto anista que encerrou há um ano sua gestão de atlética. Porém, estou aqui para contar o que é jogar por aqueles que lutaram seis anos pela nossa faculdade.

O cotidiano de treinos em Medicina é intenso e, muitas vezes, confesso, assume alguns níveis de insanidade.

Porque não é fácil conciliar as notas, os trabalhos e a imensa carga horária do curso com 10 horas – ou até mais – de treinos por semana. E é ai que entra o sexto anista.

Quando calouro ou quando DM, a gente chega a achar que o sexto ano está ali somente pra mandar e desmandar.

Por isso, mal esperamos o dia de estarmos lá, aproveitando o nosso reinado. Mas com o passar do tempo, você percebe que o sexto ano é muito mais do que isso.

Homenagem ao 6º ano da Med

Ser sexto ano é tentar organizar, junto à atlética, os locais e horários de treinos para que todos estejam satisfeitos e seguros.

Para assim, poder ter o melhor desempenho possível e sempre crescer mais e mais. Além disso, é garantir o bom convívio, o clima leve e incentivar a equipe.

Mas é também dar o puxão de orelha, dar bronca, corrigir quando algo não está certo. É cobrar o compromisso que cada um assumiu no momento que entrou no time.

É com o sexto ano que a gente aprende que não é o mais velho que entra em quadra, mas sim aquele que deixa o sangue e o suor na hora em que sai dela.

É com o sexto ano que a gente aprende que, às vezes, fazer uma piada é muito melhor do que gritar com alguém. É com o sexto ano que a gente aprende a amar o time como uma segunda família.

E é pelo sexto ano, dentre alguns outros motivos, que a gente se entrega tanto por uma Intermed.

Se esse é o último ano dele, então eu jogarei como se fosse o meu último. E fazemos isso porque é esse o exemplo que tivemos deles desde que pisamos pela primeira vez nos treinos.

Seguimos seus exemplos para nos moldarmos tanto como atletas quanto como futuros profissionais que terão que saber lidar com todos os tipos de compromissos e dificuldades que a nossa profissão nos traz.

É por isso que só temos a agradecer, e é por isso que aguardamos ansiosamente por Setembro.

Para mostrar para vocês, sextos, que o amor à Santa Casa passa, todos os anos, de turma para turma, graças a vocês. Obrigada e bom trabalho a todos (porque sorte é para quem precisa)!

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