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Vicente Picarelli, 26 anos, atleta da natação e Diretor geral de Esportes Individuais da  Direito FMU, conta como viu a Atlética A.A.A. XIII de Setembro evoluir no JJE

Por Vicente Picarelli

Começo esse texto rumo ao meu 7º Jogos Jurídicos Estaduais. Dessa vez, com um ar diferente dos já passados. Pois, chegou minha hora de dizer adeus a esse universo tão encantador que chamamos de Jogos Jurídicos Estaduais.

Um universo totalmente paralelo àquele que vivenciamos em nossa tão desgastante rotina jurídica forense. Universo esse que nós vivemos não somente nos quatro dias que os jogos são realizados. Mas sim por 365 dias por ano, 24 horas por dia.

Foram sete anos de verdadeira entrega à A.A.A. XIII de Setembro, CO – Comissão Organizadora. Competições, treinos, reuniões.

Um total de 13 medalhas individuais conquistadas nas piscinas, me colocando na posição de um dos maiores medalhistas da história recente. Não só da FMU como também dos JJE’s.

Foram anos nos quais tive o privilégio de cultivar amizades que levarei para o resto de minha vida. Não apenas dentro da FMU, mas também  em tantas outras instituições.

Amizades e relacionamentos que levarei para minha vida toda. Conheci minha namorada, Thais Chalub, mackenzista de corpo e alma.

Era mais uma reunião dominical de jogos e quando ela lá apareceu foi amor à primeira vista.

Agora paro e pergunto-me, com tanta coisa vivida: “Qual fora meu momento mais inesquecível nos JJE’s?”.

Momento inesquecível do JJE 

Créditos: Arquivo Pessoal

Difícil achar um momento único e inesquecível após tantos anos vividos. Mas como sou uma pessoa nostálgica, voltemos ao início. Lá ao meu primeiro jogos e ao meu primeiro pódio conquistado.

Aquela medalha teve uma representatividade muito grande para mim por dois fatores, que, dali em diante, seriam determinantes.

Foi ali que recuperei meu amor pela natação, o qual fora perdido devido uma aposentadoria precoce, aos 18 anos. 

E também, foi ali que mergulhei de cabeça no universo dos JJE’s como atleta e atleticano. Foi aquela medalha que abriu as portas para os melhores anos da minha vida.

Fiquei muito feliz com a minha conquista pessoal e, como todo “bixo”, fui saber o desempenho geral da FMU.

Foi ali então que tomei um baque. Fiquei bem triste ao saber que minha faculdade terminara os JJE 2013 – Jundiaí na penúltima colocação geral.

Também tive a oportunidade de assistir um dos jogos mais tristes da história recente da nossa Instituição. Uma derrota no primeiro jogo contra a PUC SP, se não me falha a memória, por 10×2 – ou mais.

Aquilo não saía da minha mente. “Como uma instituição GIGANTE, poderia amargar um penúltimo lugar sem ao menos esforçar para que tivéssemos um desempenho esportivo, com uma estrutura e representantes à altura”.

Cresce, FMU

Assim, naquele meu primeiro pós jurídicos, minha cabeça ficou voltada para um único objetivo. Colocar a FMU dentre as quatro primeiras colocadas gerais.

Após os jogos, visualizei um verdadeiro abandono das modalidades individuais que compõe o JJE.

Dali em diante, decidi fazer algo para levantar as seguintes categorias: natação, atletismo, xadrez, judô, tênis de mesa, tênis e jiu jitsu. A realidade me chocou, tínhamos um total de zero equipes.

Dessa forma, percebi que o caminho seria longo. Comecei pela natação, pois, assim como qualquer “bixo”, eu não tinha nenhuma experiência em Atlética, e, esse era o meu esporte.

Passaram então, algumas gestões sobre as quais eu divergia  administrativamente. Entretanto, em 2016, com ajuda da atleta também de natação, Bianca Avella, levamos a primeira modalidade individual completa e competitiva para os JJE’s 2016, em Barretos.

Assim, pulamos da 8ª colocação do ano anterior para a 4ª colocação geral da natação. Foi quando percebi que poderíamos sonhar mais alto.

Colocando o plano em ação

Créditos: Arquivo Pessoal

Chegado o ano de 2017, a honrosa presidente à época, e atual vice presidente, Giovanna Floriani – “Gika”, me confiou o cargo de Diretor de Esportes Individuais.

Dessa forma, tive total liberdade para colocar em ação todos aqueles planos que havia desenhado no passado. Inclusive aqueles que não pus em prática devido divergências anteriores.

Foi o momento em que não somente eu vi uma oportunidade de crescermos esportivamente, como socialmente.

Vi em conjunto com meus grandes amigos (Vitor Carrara Pironnet – “Vitão”, Everton Luis Brito Coelho – “Evershow”, Yuri Ravara – “Pernudo” e a já citada Gika), a oportunidade de erguermos o nome da 13 perante o JJE.

Iniciamos, então, o projeto rumo ao nosso tão sonhado quarto lugar geral nos JJE’s 2017 – Botucatu.

Também, participou com maestria desse grande projeto, a nossa Diretora Geral de Esportes Coletivos – Bruna Bueno.

Ela desempenhou um papel fundamental em todas as modalidades coletivas, trazendo grandes feitos e títulos.

Como exemplo, trago histórico 11×2 aplicado pelo futsal masculino em cima da São Francisco, o qual levantou o caneco do título.

Sim, aquele mesmo time que fora eliminado de maneira trágica em 2013 sagrou-se campeão. Vini Mastropietro, eterno dono da camisa de número 11, você é fera!

FMU Gigante

Que momento incrível eu estava vivendo naquele JJE’s, desempenho histórico das modalidades individuais com recorde de títulos e medalhas.

Eo que mais me alegrava era o desespero de nossos rivais, perguntando: “O que aconteceu com a FMU?”.

Performance  de um último/penúltimo ao quarto lugar, mexemos em toda a tabela, e recebemos reconhecimento dos colegas de outras faculdades.

Esse ano as modalidades individuais apresentam-se 80% completas. Números de aquecer o coração se lembrarmos que as modalidades já estiveram zeradas.

Por isso, meu muito obrigado pela parceria de sempre à Bianca Avella e agora ao novo aprendiz Rafael Linhares.

Esse é o meu grande momento nos jogos jurídicos, porque consegui provar a mim mesmo e a todos de que de fato somos GIGANTES, o sonho ainda não acabou.

Em busca do título geral

Agora, nosso objetivo é maior ainda. Iniciamos a era que iremos atrás do título geral! Esse é o meu grande momento.

Momento que me despeço desse universo maravilhoso, que volto a repetir, me proporcionou os melhores anos da minha vida. Hoje com meu objetivo pessoal realizado e podendo sonhar mais alto.

E o mais importante de tudo: saber que deixei juntamente com todos meus amigos pessoais e atleticanos uma nova geração de guerreiros que vestem o manto azul e branco.

Que esses novos guerreiros honrem com muita garra e dedicação, pois, garanto a vocês: NUNCA FOI E NUNCA SERÁ FÁCIL MAS SOMOS 13, PRAZER SOMOS DIREITO FMU.

Meu muito obrigado aos meus veteranos que me guiaram e transmitiram de uma maneira inexplicável como amar a grandiosa 13 (Luís de Donato – “Luisinho”, Felipe Lotufo e Romeu El Mito).

Assim espero fazer com os meus “bixos” que esse amor sempre transcenda de geração em geração.

Quis o destino que meu momento mais marcante seria o dia do meu adeus. Um grande beijo e um enorme abraço a TODOS aqueles que fizeram parte desse capítulo tão louco que escrevi em minha vida.

É isso… foi bom enquanto durou. É isso… é hora de dizer adeus e largar o osso… Que venham os novos guerreiros dessa nação azul e branca que toma as ruas do Bairro da Liberdade com muita alegria na rua mais feliz dessa cidade.

Uma vez treze, pra sempre treze. Pois, “Eu vim lá da Liberdade, faço direito na melhor facul, eu tenho muito orgulho de ser FMU e quem não for…?”

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