Descubra mais sobre o InterAtléticas, o inter criado fora do circuito tradicional e que cresce a cada ano

Quando se fala em campeonato universitário é possível que logo de cara venha na cabeça NDU, FUPE e os vários inters que a gente conhece. Porém, há mais opções dentro desse meio, entre elas o InterAtléticas.

Por isso, conversamos com Panagiotis Kaproulias, mais conhecido como Pana, um dos organizadores do campeonato.

Confira a entrevista abaixo e descubra um pouco mais a competição fora do circuito tradicional que vem atraindo cada vez mais atléticas:

Saiba mais sobre o InterAtléticas

Revista Beat: Como surgiu o campeonato? Qual foi o processo para tirar do papel?

Pana: O InterAtléticas surgiu de uma maneira muito bacana. Porque foi a união de duas atléticas bem pequenas e fora do circuito das tradicionais.

As atléticas de Turismo da São Judas Tadeu e de Sistemas de Informações da USP se uniram para fazer um evento que englobasse as atléticas menores.

Foi então que surgiu o I Festival Interatléticas, em 2010. E que teve também como co fundadores a Grifo, da Anhembi Morumbi, antes de sequer sonharem jogar o Juca e a IFSP.

Na primeira edição, participaram 8 entidades. Depois, o projeto só retornou em 2012, ainda com o modelo de evento único anual, o Festival.

Assim, em 2013, iniciamos os projetos de torneios de modalidades alternativas, como truco, sinuca, etc.

Isso para tirar as atléticas pequenas da ociosidade e trazer alguma coisa que eles pudessem participar.

Dessa forma, a partir de 2014, iniciamos o campeonato de futsal, já com 24 atléticas e a partir de 2015 instituímos a Liga.

E hoje trabalhamos com todas as modalidades de quadra, modalidades alternativas, individuais e futebol de campo. Além disso, estamos expandindo também para lutas e esportes radicais.

RB: Quais as principais dificuldades para manter o campeonato ativo atualmente?

Pana: As principais dificuldades de manter uma liga viva, são a falta de verba, falta de apoio das próprias universidades perante suas entidades.

E também membros de atléticas que não entendem o que é uma atlética e principalmente a falta de estrutura e verba delas próprias.

Porque, assim como lidamos com superpotências universitárias, nós também lidamos com atléticas muito pequenas e outras que estão muito desestruturadas. 

Por isso, temos que ajudar eles a fazer um trabalho de fortalecimento da base para que a desorganização deles não afete a logística dos jogos. É um grande desafio, e a nossa evolução do começo até hoje é impressionante!

RB: Você consegue quantificar a evolução do campeonato? Quantos jogos e equipes vocês tinham e como é atualmente?

Pana: Quantificar nossa evolução seria um trabalho de pesquisa bem interessante para qualquer estudante em um TCC.

Mas o que podemos falar é que nós tínhamos campeonatos de futsal com árbitros amadores e hoje temos árbitros padrão FIFA.

Antes tínhamos pessoas descompromissadas no handebol e hoje temos a coordenação de uma pessoa que já apitou olimpíadas.

Ou seja, buscamos sempre melhorar no que for possível e que essa melhora traga alguma evolução, seja qual for, para os participantes.

Não é à toa que hoje temos uma média de 300 jogos por semestre, somando todas as modalidades.

RB: Por que você acha que o campeonato atinge Atléticas que não jogam outros campeonatos mais tradicionais?

Pana: Porque não investimos tanto em marketing, como agora iremos investir. Eu procurei trabalhar a base do InterAtléticas, para ter uma liga forte, coesa e atrativa, para assim começar a buscar equipes maiores.

Porque não adianta nada eu convidar atléticas gigantes sem ter um campeonato interessante para oferecer para elas.

E hoje eu bato no peito e digo que o InterAtléticas tem campeonatos muito mais interessantes que outras ligas. Seja no formato de jogos, flexibilidade e premiações.

Para se atrair grandes equipes é preciso mesclar qualidade com atratividade, tanto de dinamismo quanto de custo benefício. E, devido a isso, muitas atléticas grandes hoje já jogam conosco, e a tendência é aumentar.

RB: Para o próximo semestre, há alguma novidade?

Pana: Sempre temos novidades. Fomos a primeira liga a implementar equipe médica nos jogos, por exemplo.

Além disso, fomos a primeira liga a ter um sistema virtual de carteirinhas. Também somos a primeira liga a premiar o melhor atleta da partida todo jogo.

Fomos a primeira liga a ter troféus transitórios, fomos a primeira liga a dar uniforme como prêmio. Quer saber de mais novidades? Então vem jogar com a gente!

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