O nadador Gustavo Borges estava no Fisu Games e contou tudo sobre sua vida de atleta universitário; confira

O ex atleta brasileiro Gustavo Borges, participou de um bate papo animado, com o público presente no primeiro FISU America Games, o torneio pan-americano de universitários.

O evento, que está acontecendo em São Paulo, conta com a presença de mais de 10 países. 

Estão em disputa 13 modalidades, dentre elas a natação e a natação paraolímpica, e ambas foram o principal tema tratado por Gustavo.

Com mais ou menos 1 hora de conversa, o ex nadador contou histórias de sua carreira, das vitórias nas piscinas e relembrou sua época de universitário.

Confira aqui um pouco da conversa com o atleta multi campeão olímpico durante o pan universitário:

Você nos disse no bate papo que foi universitário e mesmo assim seguiu treinando a natação, quais foram as dificuldades de conciliar os dois?

Gustavo Borges (GB): Posso dizer que a gestão do próprio tempo é a maior dificuldade e as prioridades que a gente coloca quando estamos nesse momento de nossas vidas. Se você pegar um jovem de hoje, ele tem muito tempo livre nas universidades.

E por mais difícil que seja, tem faculdade mais exigente, que você tem que estudar um pouco mais, mas mesmo assim tem muito tempo livre. Se você não tem a atividade esportiva você vai preencher isso com outras coisas.

Na faculdade eu tive muitos amigos que não faziam esporte, então eles enchiam a cara, jogavam muito vídeo game. Estudavam também, mas ainda tinham tempo livre pra outras atividades.

Quando você é estudante e atleta suas opções diminuem porque você tem menos tempo livre. Nós estudávamos 12hrs semanais e tinha de 20h a 25hrs de treino. Então o maior desafio era a disciplina e a gestão do tempo.

Como você enxerga a situação do esporte universitário nos dias de hoje?

GB: O mais importante é o engajamento das próprias universidades em relação a esse cenário. É um investimento alto. E para investir as universidades precisam entender o que o esporte pode trazer pra essas instituições.

Para assim, validarem isso com os mantenedores, as pessoas que investem nessas faculdade. Trazendo assim esse módulo de esporte e educação. Eu vejo com muito bons olhos esse investimento.

O evento que está acontecendo aqui hoje, você acredita que pode deixar algum legado, e sair daqui algum medalhista olímpico?

GB: Pelo menos as equipes que estão representando o Brasil são ótimas. Porque são jovens de 20 e 25 anos que, com certeza, poderão estar competindo em Olímpiadas nos próximos anos.

Como você vê o futuro da natação no Brasil?

GB: Eu vejo uma geração muito boa vindo aí. Esse ano trouxe uma renovação muito boa, principalmente em provas que já somos fortes. Para essas, vamos estar bem preparados para 2020.

Já em outras provas, ainda estamos em processo de renovação, e eu acredito que os revezamentos vão estar muito bons, principalmente da parte masculina. O feminino seguimos ainda engatinhando. Mas vamos observar bem o próximo ano, porque 2019 vai ser o ano que vamos saber como vai ser 2020.

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