O Surfe é um esporte que chama atenção por si só. Deslizar sobre uma prancha nas ondulações formadas no mar (ou em rios) é uma arte que poucos tentam. Isso provavelmente porque, quando vemos algo sobre surfe, sempre vemos o seu lado de alta performance.

Dessa forma, a realidade de uma pessoa que não pratica o surfe acaba ficando muito distante do que é mostrado nos programas de TV e redes sociais. Desestimulando, portanto, aquele impulso para o aprendizado da modalidade.

Mas, a realidade é que, para começar a surfar, você necessita de três coisas: pessoas que te incentivem por perto, materiais ideais (isso não significa ser caro) e um pouquinho de persistência.

Aqui vão algumas dicas da Kaza Surf, parceira da Revista BEAT, para mostrar que não é tão difícil assim começar a praticar o esporte!

Aulas de surfe

Essa é para a galera que começou a surfar há pouco tempo e pra quem tem vontade de aprender, mas ainda não deixou a preguiça de lado. Se você está em um desses estágios o melhor é começar pelas aulas de surfe.

Ter um profissional ao seu lado, te dando dicas e passando segurança, é super importante. Ainda mais que se trata de um esporte no qual cada detalhe do corpo interfere no rendimento.

Sorte do dia: por todo o litoral brasileiro (e talvez do mundo) há Escolas de Surfe. E elas estão sempre de portas abertas!

Prancha

Agora que você já deu o start, o próximo passo é encontrar aquela que será sua melhor companhia na água. Depois de algumas aulas de surfe, você já terá desenvolvido algum conhecimento, principalmente sobre como seu corpo se comporta sobre a prancha.

Seu equilíbrio, postura e habilidade são os principais fatores pessoais que influenciam na decisão de qual prancha é a ideal para o seu momento.

A pessoa que vai lhe ajudar com isso é conhecida como Shaper. A(o) Shaper é quem irá entender suas necessidades e, a partir dessas informações, irá fabricar sua prancha. O processo de fabricação de uma prancha de surfe é em grande parte artesanal e extremamente pessoal.

Muitas vezes, a prancha ideal para você não é ideal para outra pessoa, pois suas características físicas – como peso, altura, postura e equilíbrio – influenciam diretamente na performance da prancha e consequentemente no seu surfe.

Treinos Funcionais

Essa dica, na verdade, deveria ser para todas as modalidades físicas. O preparo físico é muito importante, tanto na prevenção de contusões como na melhoria da performance do praticante. No surfe não é diferente.

A preparação física ajuda (e muito) na hora de pegar onda. O surfe é um esporte completo, necessitando da ativação muscular em praticamente todo o corpo, desde os ombros até os pés, na remada e na hora de entrar na onda.

Para desenvolver melhor os movimentos e ativações musculares específicas para o surfe, aconselhamos procurar por algum grupo ou comunidade que trabalhe com treinos funcionais voltados para o esporte.

As atividades geralmente trabalham com isometria e peso do próprio corpo, buscando sempre o equilíbrio e a postura ideal. Uma boa parte desses grupos se encontram em parques e no litoral.

Yoga e Pilates

O surfe é um esporte de intenso contato com a natureza, o que acaba por impor um contato mais pessoal com você mesmo. A modalidade estimula o autoconhecimento e a melhor percepção corporal e mental.

Nesse cenário, a yoga e o pilates são duas atividades que ajudam a complementar esse trabalho de autoconhecimento. Elas estimulam a concentração, a melhora do equilíbrio (físico e mental), o aumento da flexibilidade, o aumento da consciência corporal e a capacidade respiratória. Além disso, elas são capazes de corrigir problemas posturais e fortalecer os músculos do tronco, ombros, braços e pernas.

Não desista

No início, talvez pareça mesmo que o surfe não é sua praia. Talvez você caia uma, duas, três vezes. Talvez não consiga nem ficar de pé na primeira vez em que for surfar. Mas é aqui que está nossa mais importante dica: não desista!

O surfe é mais que um esporte, é um exercício de autoconhecimento – físico e mental. A cada queda, você vai aprender um pouco sobre você mesmo. Vai perceber, por exemplo, que seu ponto de equilíbrio corporal não é onde sempre imaginou que fosse.

Portanto, a cada nova tentativa você vai se corrigir para não falhar novamente, até o momento que irá encontrar seu ritmo, seu ponto de equilíbrio e entender todo o amor por essa modalidade.

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