8 de março de 2018, Dia da Mulher. Dia de lembrar que convivemos com atitudes machistas diariamente no esporte e, por isso, não vamos parar de falar de equidade tão cedo.

 

Não sei se vocês sabem, mas a Revista BEAT é uma mulher. Quando criamos isso aqui, a imagem que veio foi de uma mulher esportista, lá nos seus 20 e poucos anos, universitária e em busca de equidade nos ambientes em que frequenta.

Desde a sua concepção, lá em 2013, a Revista BEAT se propôs a dar voz às minorias do esporte universitário.

Desde então, passou por aqui reportagens sobre representatividade feminina, treinadoras no comando, histórias de atletas incríveis e sobre dificuldades quase que inerentes ao gênero feminino dentro do ambiente esportivo.

Dia da mulher – 8 de março

Por que falar de Dia da Mulher quando se busca, justamente, por equidade? Está aí a questão que pode estar passando agora na cabeça de haters (ou mesmo de não haters, rs). Pois, para lembrar.

Para lembrar que futebol (e qualquer outra modalidade) é coisa de mulher, sim. Apesar de já ter existido (e ainda existir) muita groselha por aí. Para lembrar que não são raras as histórias de assédios de mulheres (ou meninas), atletas de ponta ou não, por seus treinadores.

Para lembrar da diferença dos nossos salários com os dos homens (sim, entre atletas também). Para lembrar as poucas campanhas esportivas direcionadas ao público feminino e, muitas vezes, de tom machista (quem lembra do uniforme do Atlético Mineiro?).

Foto por Mei Monma

E a mulher no mundo universitário?

Queria poder dizer que, nesse universo, alcançamos a equidade. Queria poder falar que vejo todas Atléticas e Ligas com espaço real de voz para mulheres. Representatividade é lindo, mas nem sempre é suficiente.

Queria poder falar que, durante os inters, não há xingamentos machistas (quem nunca foi xingada de gorda e feia por aqui?).

Queria poder falar que nunca ouvi comentários machistas, seja de treinadores, atleticanos, professores ou colegas de faculdade. “Mulher tem mais dificuldade para aprender tal modalidade” ou “Não vai chorar sob pressão” são bem típicas.

Porém, como ainda não posso falar tudo isso, vim aproveitar esse Dia da Mulher para contar uma coisa para vocês. A Revista BEAT é uma mulher, esportista, perto dos 20 e poucos anos, universitária e não vai cansar de cavucar esse tema enquanto o esporte for esse ambiente machista.

 

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Crédito foto de capa: Por Luisa Zucchi