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Larissa Pires, atleta do handebol e do futsal da Fofito USP, apesar de formada, não quer prometer que esse seja seu último BIFE.

Por Larissa de Aragão Pires, Fofito USP.

Fui ao BIFE em 2011 e 2012, eram meus primeiros anos da graduação! Como toda bixete bem perdida, não sabia o que era inter, muito menos o que era o BIFE. Não sabia nem o que era a profissão que eu tinha escolhido direito – afinal, Terapia Ocupacional não é uma carreira que todo mundo conhece, nem a gente mesmo que resolve fazer esse curso. Mas, o que eu aprendi com todo o processo que os times passaram pensando nesse campeonato me acompanha até hoje, inclusive na minha prática profissional.

Ouvi falar desse ‘tal de BIFE’ desde o primeiro momento em que falei com alguém da Atlética da Fofito se poderia treinar. Vi uma foto que até hoje me emociono (mesmo não estando lá), essa foto fez eu querer muito poder participar!

fofito usp
Foto que motivou Larissa a entrar para as modalidades da Fofito USP.

O que eu não sabia era que o BIFE faria o time todo ter um foco em comum e trabalhar o ano todo, treino a treino, jogo a jogo como foco nessa competição. Na Fofito, a maioria das pessoas dos times treina em mais de uma modalidade, comigo não foi muito diferente. Entrei no Handebol e no Futsal, ambos como goleira (um por opção o outro foi mais um ‘tá sem ninguém no gol, bixete vai lá!’, sabem como é?!). A partir daí, os quatro dias de bife parecem oito. Acontece muita coisa, a gente conhece muita gente,…

Em 2011, o alojas alagou (o ‘bife da chuva’ em Casa Branca) e ai tivemos que nos espremer nas salas das escolas. Ou seja, colchões estourando, você dormindo do lado de pessoas que nunca tinha visto na sua vida e que no final tinha no mínimo uma boa história para ser compartilhada.

Em 2012, começou uma grande reestruturação dos times e da Atlética em geral, aquele ciclo que é costume do esporte universitário. Fizemos uma homenagem a toda a “velha guarda” que conseguiu ir acompanhar o BIFE, quem tava jogando pela última vez e quem nem podia jogar mais, porém estava lá porque né? É muito difícil largar o osso!

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Desse ano até 2016, a Fofito não foi escolhida para ir por causa de uma mudança no regulamento. Isso teve um impacto bem grande em todos os esportes que tínhamos, mas seguimos. Esse ano me formei e quando descobri que a gente tinha sido chamado novamente, não conseguia acreditar. Foi uma enxurrada de lembranças da faculdade que voltaram! Das melhores lembranças.

Pois, eu não pensei duas vezes! Agora em 2017, eu me vejo nesse lugar de talvez ser a última vez que possa estar no BIFE e é estranho (será que eu juro que é o último?). Agora, meu contato com os times é diferente. Acompanho pelos grupos de whatsapp, tento aparecer quando possível em treinos ou amistosos, mas, mesmo assim, eu ainda nem estou acreditando que vamos poder estar de novo lá dentro de quadra defendendo a nossa camisa! Os gritos, as baterias, as festas, o alojas, as conversas antes e depois dos jogos, depois das vitórias ou das derrotas… Sei lá! Eu sinto que isso está muito bem guardado dentro de mim e estou muito ansiosa pelo o que vai vir pela frente!

Acho que este pode ser o último, mas nunca queremos acreditar nisso né? É isso, para mim, os BIFEs fazem parte de uma das melhores experiências na graduação, dentro e fora de quadra! Dentro dos times fiz amizades que foram e são essenciais pra mim! Eu sou muito grata e espero ter mais uma dose disso tudo!

BORAFOFITO! <3