Ocorrido no feriado de Corpus Christi em Cabo Frio, o Humaníadas ainda engatinha como campeonato, mas é um marco no cenário esportivo do Rio de Janeiro.

 

Por Fabiana Coelho | Atlética de Psicologia da UFRJ

[dropcap]É[/dropcap] impressionante a forma com a qual um campeonato esportivo pode ser influente na vida das pessoas. 

Meu nome é Fabiana Coelho e eu sou caloura de Psicologia da UFRJ. Conheci a atlética por meio de redes sociais antes mesmo de começarem as aulas e, logo na primeira semana, conheci algumas pessoas da diretoria que me recrutaram para fazer parte da nova gestão que assumirá o cargo em 2017, no segundo semestre. 

Nesse último feriado estive presente no Humaníadas, um campeonato esportivo universitário do Rio de Janeiro que engloba diversos cursos de humanas tais como Psicologia, Relações Internacionais, Gestão Pública, Ciências Sociais, dentre outros, somando treze atléticas no total. Tais atléticas concorrem entre si para o prêmio geral pelas modalidades de Melhor Torcida, Basquete masculino e feminino, Vôlei masculino e feminino, Futsal feminino e masculino, Fut7 masculino, Handebol feminino e masculino, Tênis de mesa misto e Cabo de Guerra feminino e masculino. 

Essa foi a terceira edição do campeonato e tomou lugar em Cabo Frio, a segunda em Cachoeiras de Macacu e a primeira no Fundão. Contando com apenas dez atléticas, um total de duzentas pessoas e um orçamento de cem mil. Ao passo que a última edição contou com 13 atléticas, oitocentas pessoas e um total de cento e vinte mil reais de orçamento.  

Para nós, da AAAIP ( Associação Atlética Acadêmica do Instituto de Psicologia ), esse campeonato é uma forma de conhecer novas pessoas, realizar parcerias e botar tudo o que treinamos em prática. Esse é o único campeonato que a nossa atlética participa atualmente e inclusive possuímos nosso presidente, Johann Salamon, fundador da AAAIP, que existe desde 2015, como um dos fundadores do mesmo. 

Contudo, esses quatro dias que passei em Cabo Frio foram muito mais do que uma competição entre cursos. Foram dias de integração, união e um sentimento mais puro que de orgulho e identificação com sua atlética, seja ela qual for. 

Ao pegar o transporte as festas começam, os hinos são ensinados e a catuaba é aberta. A euforia é crescente e a ansiedade para o início dos jogos também. 

O que importa não é necessariamente a vitória, mas sim torcer, cantar e balançar a bandeira. As arquibancadas se enchem de torcidas que vibram em conjunto ao som de suas músicas que exaltam seus times, suas faculdades e seus cursos. O sentimento de pertencimento ao grupo é tamanho que o final da viagem fica marcado por uma nostalgia permeada pelo sentimento do fim. O encerramento traz de certa forma a emoção de volta. Troféus são entregues e o prêmio geral é anunciado. Todos gritam. Ai que bom seria se integração virasse…

Depois de todas essas coisas o que resta é a saudade. Ter a chance de exaltar o macaco louco, mascote de psicologia da UFRJ ao lado das pessoas do curso me fez sentir incluída, animada, feliz.