Conheça a equipe de basquete feminino de Rio Claro

Por Helena Coelho | Atlética Unesp Bauru

 

[dropcap]R[/dropcap]io Claro é o campus da Universidade Estadual Paulista (UNESP) que conquistou a terceira maior pontuação na classificação geral do InterPrudente 2016, ficando atrás apenas de Bauru e de Presidente Prudente. Uma das razões para terem conquistado esse resultado foi o ótimo desempenho da equipe de basquete feminina do campus no torneio.

O time de basquete feminino de Rio Claro ganhou, simplesmente, todas as partidas que disputou e o fez, ainda, com uma pontuação média de 47 pontos por jogo contra os adversários que enfrentou no Inter.

Bons resultados foram alcançados, também, em outras competições. Ano passado, conquistaram a Fase Regional da Federação Universitária Paulista de Esporte (FUPE) e o vice-campeonato na fase estadual da mesma competição, em São Paulo, o que rendeu à equipe uma vaga na Liga do Desporto Universitário (LDU) deste ano.

Segundo o técnico da equipe, Thiago Padovan Macedo, os resultados positivos são explicados pela qualidade e integração das atletas. “Nosso time possui uma rotatividade baixa de atletas. Portanto, conseguimos manter a mesma base desde 2014”. Fora isso, a evolução e a paciência para conquistarmos melhores resultados é um dos motivos para que o time seja bicampeão do Inter e tenha conquistado o título da FUPE. “O maior desafio no ano de 2016 foi manter o mesmo grupo motivado, pois em 2015 ganhamos o Inter Araraquara […]  Então, o desafio foi manter a equipe na mesma pegada, sem cair o nível nos treinos durante o ano, para alcançar novos objetivos em 2016, como o Bi do Inter e a FUPE”.

Equipe de Basquetebol Feminino no InterPrudente em 2016. Foto por Paula Caldas

Ter o mesmo técnico ano após ano é fundamental para o fortalecimento de uma equipe. Padovan foi assistente técnico do time em 2013, ano em que o campus Rio Claro ficou em terceiro lugar no basquete feminino, no InterAssis. No ano seguinte, já como técnico, ele conseguiu levar o time à segunda colocação, em Botucatu. E, desde 2015, a equipe feminina é campeã do Inter, conquistando o bicampeonato o ano passado.

As atletas de Rio Claro compartilham da mesma opinião que o seu técnico. Marina Mello Villalba, 21 anos, formada em Educação Física por Rio Claro, reconhece que a integração do time foi essencial para conquistar os bons resultados acumulados nos últimos anos, “Foi super legal, a equipe foi ficando cada vez mais focada nos treinos e campeonatos e, assim, construímos um time muito bom, com um ótimo relacionamento dentro de quadra!”.

Marina é de Cravinhos, uma cidade do interior de São Paulo, próxima a Ribeirão Preto. A cidade tem investido nos esportes, principalmente no basquete. A atleta, durante anos, defendeu o time da prefeitura do município e, inclusive, foi premiada pela Associação Regional De Basquete Ribeirão Preto (ARBRP), como melhor atleta feminina da categoria adulta após conquistar a medalha de prata, em 2015, pela Liga Regional de Basquete.

Ayra Corrêa Fontes, 28 anos, formada em Licenciatura em Educação Física, faz parte desse time há dez anos, quando, em 2007, entrou na Unesp. Desde então, vem disputando todos os torneios do Inter. Ela participou de quatro dos cinco títulos que Rio Claro tem no basquete feminino da competição. Fora os dez anos treinando com a equipe rio clarense, Ayra joga basquete desde seus 13 anos de idade, quando treinava ainda no colégio.

Milena Silveira Dias, 24 anos, estudante de Educação Física, treinou nos times do SESI-Campinas e Campinas Basquete Clube antes de iniciar seus estudos na Unesp, em 2010. Ela também está no time de Rio Claro desde 2011, com exceção de 2012, em que jogou só pelo time de handebol da Universidade.

Milena Dias cobrando lance livre para Unesp Rio Claro. Foto por Paula Caldas

Mesmo no topo, as atletas assumem as dificuldades de disputar jogos universitários. Para Milena, as finais da FUPE foram bem desafiadores: “O nosso jogo mais desafiador foi a semifinal da FUPE estadual. Foi um jogo super pegado! As meninas do outro time eram muito mais altas que nós e com muita experiência… Foi um jogo marcante total, pois mostrou nossa garra e vontade de jogar e estar na final!”.

Para Ayra, após dez anos fazendo parte do time de basquete de Rio Claro, dois jogos se destacam. “No Inter de 2009 tivemos uma final muito difícil contra Prudente, o jogo estava no minuto final, e estávamos perdendo. Sofri uma falta, e nos lances livres converti os dois. Ganhamos por um ponto de diferença. Com o time na formação atual, o jogo mais difícil acredito que tenha sido ano passado contra Bauru na final do Inter Prudente. Ficamos atrás no placar o tempo todo, mas viramos no último quarto. Foi um jogo estranho, porque antes de entrarmos na quadra eu e as meninas fizemos um trabalho de concentração, que nos ajudou muito a manter o foco no jogo. Estávamos nos sentindo campeãs, mesmo perdendo o jogo. Acredito que por isso conseguimos lutar até o final e passar a frente no placar”.

A final disputadíssima citada por Ayra fechou em 45 pontos para Rio Claro e 35 pontos para a equipe de Bauru. Nesse jogo estavam em quadra as melhores jogadoras da modalidade, segundo o ranking do InterPrudente: Marina, melhor atleta de basquete feminino, e a segunda melhor, Priscila de Cássia Domingues Goes, de Bauru.

Segundo Marina, o alto nivelamento da qualidade técnica de Rio Claro foi determinante para vencer o time adversário. “Os dois times queriam muito ganhar o jogo e a raça foi essencial. Porém acredito que a equipe de Bauru seja refém de algumas jogadoras. Já a nossa equipe tem um bom banco e boas opções de troca, o que faz total diferença, pois assim algumas atletas conseguem revezar durante o jogo, descansar. Enfim, acredito que isso faça bastante diferença, ter um time nivelado é importante!”.

Crédito foto de capa: Por Paula Caldas