Por Thomas Duffles | Gestão 2011 da Atlética Comunicação Anhembi

 

[dropcap]S[/dropcap]abe aquele amor que sentimos pelo nosso time de coração? É o nosso sentimento pelo Grifo. Talvez, seja por isso que fizemos ele levantar vôo.

Eu me chamo Thomas Duffles, mais conhecido como Duff. Eu entrei na Universidade Anhembi Morumbi em 2009. Eu não conhecia nada sobre atlética, jogos universitários. Eu entrei para fazer meu curso e iniciar minha carreira. Eu conto tudo isso para mostrar que, infelizmente, naquela época não tínhamos uma atlética para nos representar em campo ou quadra. A Associação Acadêmica Atlética de Comunicação e Artes existia, lutava para ganhar seus jogos mas não tinha uma força dentro da universidade ou do meio para alçar vôos altos.

Foi quando um bando de loucos se reuniram para levantar essa atlética e tirar do fundo do poço. Essa foi a sorte do Grifo, nosso querido mascote, ter um monte de gente com o mesmo objetivo e o mesmo amor pela faculdade e atlética. O único time montado naquele momento era o futebol de campo. Era organizado, tinha um time com peças individuais importantes mas não tínhamos estrutura e apoio, não só da universidade como, também, dos alunos. Os campeonatos eram financiados com o dinheiro dos próprios atletas e conseguíamos uma vitória aqui e outra ali. Enquanto nossos jogadores batalhavam em campo, os novos atleticanos batalhavam para construir uma estrutura sólida para que nunca mais voltemos a estaca zero. O diferencial dos atleticanos era o amor pela faculdade, era nítido o amor quando se cantavam músicas em incentivo a Anhembi, e isso chegou aos alunos e mais interessados na nossa atlética. Atléticas adversárias começaram a nos notar e perceber uma nova organização. A Grifo – como passamos a chamar carinhosamente – começou a causar incômodo em outros times de futebol. Festas começaram a serem organizadas e bem sucedidas, com muito público e música boa. A luta não estava sendo fácil e precisávamos montar novos times. Nosso apaixonado diretor de esportes começou a buscar aqueles que, como nós, também amavam sua faculdade e queriam a representar em quadra. Rugby, handebol, vôlei. A nossa cara estava sendo moldada.

Quando chegamos no ano de 2011, sem o apoio financeiro da Universidade mas com o apoio moral e material, fomos convidados para participar do JUCA junto a PUC-SP. Três atleticanos encararam essa responsabilidade e levamos oitenta pessoas para Caçapava, onde conseguimos organizar e segurar a onda daqueles apaixonados. Com todo o ensinamento e apoio da Pontifícia Católica, voltamos com mais gana e vontade de entrarmos no JUCA como participantes, não mais convidados. Não precisou de muito tempo depois disso para a LAACA nos notar novamente – Participamos de dois Pré-JUCAs sem êxito – e nos convidar para um Pré-JUCA. Nossa base de atleticanos estava muito bem consolidada, com cada membro fazendo seu ótimo trabalho, assim como nossa base de alunos, com todos vestindo a camisa e sabendo cantar nossas músicas. A preparação para esse campeonato foi cheia de raça, emoção e vontade. Atletas treinando com sangue nos olhos, atleticanos trabalhando dia e noite e alunos comprando pacotes para torcer pelo Grifo. Nossa organização estava impecável, cumprindo com todas as burocracias necessárias para acontecer um Pré-JUCA, mas as outras duas universidades não. Pecaram muito, faltaram com alguns documentos e fomos classificados para o JUCA pela organização exemplar e correta.

Entramos no JUCA!

Nosso sonho estava se realizando, ali, naquele momento. Sem o amor, sem a vontade, sem esforço nada disso teria acontecido. Não era status, não era dinheiro entrando na nossa conta bancária, não era nota a mais em nossas disciplinas. Era amor! Com uma nova e grande gestão de atlética, onde já éramos considerados o maior da Anhembi Morumbi, conseguimos organizar um JUCA para 800 pessoas no interior de Minas Gerais, com todos os times montados sem levar W.O. e atleticanos se sacrificando para que tudo desse certo. Foi um sucesso! Apesar de pegarmos um oitavo e último lugar, para um primeiro JUCA fizemos um bom trabalho. Hoje, quem entra em algum curso de Comunicação e Artes da Anhembi Morumbi já sabe da existência da Grifo graças a nossa história vitoriosa. Conquistamos muitas coisas em pouco tempo: Atleticanos apaixonados, torcedores apaixonados, atletas de altíssima qualidade e o melhor, o JUCA de 2015 é nosso!

Nada disso teria acontecido se não tivesse existido humildade, objetivo e amor. O Grifo é amor e isso ninguém mudará.