Beatriz Chevis é segundoanista da SanFran e, desde a sua matrícula, tentou se envolver ao máximo com o Esporte Universitário. Confira um pouco suas memórias do BichUSP e dos seus primeiros contatos com o esporte na USP.

 

[dropcap]R[/dropcap]evista Beat: O que o Bichusp tem de especial? O que mais gostou?

Beatriz Chevis: Logo que ingressei na faculdade já entrei em contato com as meninas do time de futsal e desdefutsal sanfran sempre elas me disseram que o Bichusp era o melhor campeonato universitário e que eu não poderia deixar de participar. Agora quando olho para trás tenho certeza de que elas estavam certas! Sempre gostei muito de jogar e, como os times, além de não muito numerosos, estavam sempre de braços abertos para novas integrantes, tive a chance de competir por diversas modalidades. O torneio foi especial por vários motivos, mas acho que o que mais me marcou foi a oportunidade de conviver com pessoas mais do que especiais, tanto veteranas e técnicos como as próprias companheiras de time. Além disso, por ser no começo do ano e muitas vezes as equipes nunca terem treinado juntas ou, no meu caso, nem se conhecerem antes do dia dos jogos, o objetivo da participação deixou de ser apenas a vitória, mas também a integração, a diversão e a emoção de vestir, pela primeira vez, a camisa da faculdade.

RB:  Você já treinava algo antes? O que?

BC: Antes de entrar na SanFran treinava futsal e vôlei na escola. Também já tinha treinado tênis quando mais nova.

RB: Se sim, que tipo de competição já tinha participado na vida? Quais as diferenças que pode perceber destas competições para o Bichusp?

BC: Já havia participado de campeonatos interescolares tanto pelo futsal como pelo vôlei. Quando comparados, acredito que a principal diferença esteja no objetivo dos torneios. Apesar de contarem com um nível e tipo de jogo diferentes do universitário, os times escolares, em sua maioria, também possuem uma rotina de treinamento e alguns modos de jogar combinados. No Bichusp, como o tempo de treino foi muito curto ou até mesmo inexistente, a vontade de participar superou qualquer entrosamento. Não precisava saber jogar bem ou dominar o esporte taticamente, bastava apenas ter disposição. Por fim, além de englobar toda a parte esportiva e de promoção das modalidades, o Bichusp ainda soma o aspecto essencial de integração entre os times.

RB: Se você tivesse um novo Bichusp pra participar, o que faria de diferente?

BC: Se tivesse um novo Bichusp pra participar não mudaria o que eu fiz, mas tentaria participar de mais modalidades ainda.

RB: Como foi a vontade de continuar nas modalidades depois?

BC: A vontade de continuar foi enorme e tentadora. Diversas vezes pensei em treinar mais algum esporte, tanto pela própria modalidade como pelas pessoas incríveis que tive a oportunidade de conhecer em cada um dos times. Infelizmente alguns horários de treino na SanFran, além de extremamente tarde, são simultâneos, sendo muito difícil se dedicar de verdade a mais de um esporte.

RB: O que viu/viveu/percebeu e gostaria de contar que rolou com você no campeonato (momento marcante no Bichusp)?

BC: Apesar de participar e gostar de vários esportes, sempre joguei e fui apaixonada pelo futsal. Assim que entrei na SanFran já fui muito bem recepcionada pelas meninas do time e, junto com outras calouras, comecei a treinar antes mesmo das aulas começarem. O Bichusp de futsal feminino ocorreu em um dos últimos finais de semana do campeonato e foi a única modalidade na qual já conhecia algumas pessoas, sendo também a que eu mais esperava e tinha vontade de jogar. Quando o dia finalmente chegou, estávamos nos últimos minutos do primeiro jogo e, em um lance bobo, torci o tornozelo. Na hora já inchou bastante e mal conseguia mexer, mas foi justamente esse momento e os seguintes que mais me marcaram e mostraram o espírito do campeonato. Todas as veteranas que estavam torcendo e também os técnicos me acompanharam e fizeram de tudo para ajudar de todas as formas possíveis. Como não queria ficar de fora, joguei as partidas seguintes e conseguimos chegar até a final. Nesse dia conheci melhor meninas que hoje são minhas melhores amigas, vi pessoas que sempre admirei me ajudando e torcendo por nós. Nesse dia também tive a certeza de que queria ser parte do time e hoje, depois de um ano, sei que foi a minha melhor decisão.  

RB: Você recomendaria seus futuros bixos a participarem do Bichusp? Por que?

BC: Com certeza! O Bichusp foi um dos momentos mais marcantes de quando entrei na USP e espero que meus futuros bixos possam aproveitar e se divertir tanto quanto eu.

 

 

 

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