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Por Júlia Moura | Jornalismo Júnior

 

[dropcap]A[/dropcap] equipe de vôlei masculino da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP vem se destacando pelos bons resultados nos campeonatos universitários. Foram três títulos em quatro finais no último ano. A revista BEAT buscou o segredo desta equipe em entrevista com seu novo técnico, Felipe Mochiute.

No comando do time há pouco mais de um mês, Felipe segue as mesmas táticas e estratégias de Ribeirão, antigo técnico que treinou a equipe por 2 anos. Entretanto, Felipe é experiente: além da FFLCH, ele é o atual técnico de vôlei dos times masculino e feminino da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) e das equipes femininas da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da Universidade e da Seleção USP.

Para Felipe, o diferencial do time são as características individuais dos atletas. As estratégias não são muito elaboradas e o time faz uso das táticas padrão do vôlei, como a defesa 321, com três jogadores no ataque. Eles também utilizam a finta china, quando o atacante confunde a defesa fingindo que vai para um lado e indo para o outro, e o degrau, em que o atacante se aproxima do levantador para atacar.

Apesar da organização simples, o time da FFLCH tem a vantagem de realizar essas jogadas por iniciativa própria, sem cobrança ou orientação do técnico. Isso porque os jogadores são bem experientes – muitos já estão no mestrado ou doutorado – além da maioria já ter jogado em outros times antes de entrar no esporte universitário. “Eles jogam com tranquilidade, leveza, sem muita cobrança, têm coerência como time e muita maturidade”, disse Felipe.

Infográfico - VM FFLCH
Arte por Beatriz Quesada |Jornalismo Júnior

 

Dessa forma, a FFLCH foge à regra, já que os outros times não tem tanta percepção de jogo. O que os torna mais fácil de treinar, “os jogadores têm mais compreensão tática” diz Felipe. No entanto, os atletas mais novos não possuem tanto conhecimento, causando uma heterogeneidade entre titulares e ingressantes. “Meu desafio como técnico é motivar a todos”, concluiu Mochiute. “Fazer um mesmo treino para o cara federado e para o que está aprendendo”.

Os treinos acontecem de uma a duas vezes por semana e são geralmente mais um “bate bola”, devido a alta performance técnica. No entanto, o time também tem suas falhas. Segundo Felipe, “o saque é muito ruim, no geral”. Além da necessidade de renovação da equipe, pois muitos jogadores se formam em breve e a equipe conta, atualmente, com apenas um levantador.

Neste ano, o time estreou no TVG (Torneio de Vôlei do Gugu, arbitro profissional aposentado), torneio que já está na sua segunda edição e no qual não competem apenas times universitários: participam também o Caieiras, o Peruíbe e o Nacional Mauá. “O foco é se divertir”, disse Cauê Ranzeiro, um dos atletas da FFLCH. “Esse é o objetivo, todo jogo ser legal”.

 

Crédito foto de capa: Atlética FFLCH-USP

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