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O time vice campeão da Copa USP, o Vôlei Feminino da BIO mostra seu valor e parte para outros desafios.

Por Beatriz Quesada | Jornalismo Júnior

[dropcap]O[/dropcap] vôlei possui grande popularidade tanto no âmbito amador quanto no profissional, ficando em segundo lugar no ranking de modalidades mais praticadas no Brasil. As recentes conquistas dos times masculino e feminino, como as medalhas de prata e ouro, respectivamente, nas Olimpíadas de Londres de 2012,  levaram à popularização do esporte em território nacional.

No esporte universitário, o time de voleibol feminino do Instituto de Biociências (IB/USP) se manteve na primeira divisão da Copa USP, além de disputar a final da competição, que foi vencida pela equipe da Escola Politécnica (POLI/USP) por 3×0, deixando o time da Bio com a medalha de prata em 2014. “O time conseguiu chegar a uma final da Copa USP da serie azul, coisa que não acontecia há muito tempo. Realmente acho que tínhamos potencial e time para vencermos, mas nosso psicológico afetou o jogo e não conseguimos ganhar”, conta a jogadora e diretora de modalidade do vôlei feminino, Leticia Baldassio.

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Partida da final da Copa USP 2014/LAAUSP

Como em diversos esportes de equipe, o voleibol possui uma zona de ataque, representada por três metros para cada lado da rede, enquanto a zona de defesa compreende o restante da quadra da linha de ataque à linha de fundo. Seis jogadores em quadra ocupam três posições em casa zona, que sofrem rodízio periódico após o saque e podem alterar sua característica de acordo com o sistema tático adotado. Os fundamentos do esporte são: saque, recepção, levantamento, ataque, bloqueio e defesa. Já as posições em quadra são, em ordem crescente de 1 a 6: defesa direita, e é a posição do saque; saída de rede; meio de rede; entrada de rede; defesa esquerda e defesa central.

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Disposição das posições dos jogadores na quadra indicando o sentido da rotatividade do rodízio

Na maioria dos times, assim como no da Bio, o sistema de jogo utilizado é o 5×1, no qual apenas uma jogadora é fixada como levantadora e o restante permanece como atacante, levando a equipe a ter uma postura mais ofensiva. Por ter apenas um levantador quando ele está na rede, existem duas opções de atletas para distribuir a jogada na zona de ataque. Quando ele está no fundo (ou na zona de defesa), há três opções de atacantes na rede. “Durante a Copa USP, utilizamos o sistema 5×1 na maior parte do tempo, com algumas variações para 4×2 ofensivo em alguns momentos e jogos (sistema que usa duas levantadoras na quadra, mas ambas com liberdade para atacar).”, relata o técnico da equipe Renan Dias. Segundo ele, o time já era bastante forte ofensivamente, sendo que a recepção e a defesa foram trabalhados durante o semestre para garantir uma melhor performance da equipe.

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Com a entrada de Renan como técnico em 2014, o esquema tático foi completamente alterado, levando a uma melhora no estilo de jogo da equipe, segundo Leticia, que está no time desde o ano passado. Essa iniciativa deu certo, uma vez que houve grande desenvolvimento da Bio na competição, principalmente na parte do contra-ataque, que se tornou o ponto forte da equipe. “Nos nossos jogos mostramos uma excelente eficiência na defesa, que soube variar nas diversas estratégias ofensivas impostas pelos nossos adversários. Além disso, conseguíamos pontuar muito nessas situações, pois tínhamos paciência para esperar o adversário errar ou para colocar a bola no chão na oportunidade certa, sem forçar muito o jogo.”, comenta Renan. Pontos a serem melhorados para as próximas disputas são a recepção do saque e a eficiência do primeiro ataque no quesito da ténica, além da preparação psicológica, que foi citada como principal ausência na derrota na partida final da Copa USP.

O técnico afirma que a principal qualidade do time é a vontade de vencer e comprometimento com o esporte: “Uma das melhores histórias do semestre foi a de um jogo amistoso que aconteceria às 19h e que só foi confirmado às 18h15. Em 40 minutos, todas as meninas atravessaram a cidade e chegaram para jogar, deixando para trás tudo o que estavam fazendo”. Já a atleta Leticia destaca a união do time, que teve um crescimento muito grande no último ano o que, conjuntamente com a nova estratégia, foi essencial para a melhora do desempenho do time.

Vídeo da Final da Copa USP com um ponto de contra-ataque do time da Bio (Azul):

Quando questionado sobre as principais atletas que contribuem para o esquema tático, Renan afirma que o fato do vôlei ser um esporte coletivo aliado à característica de unidade do time fazem com que as atletas tenham a mesma importância dentro das partidas. “É preciso que toda a equipe apresente bom desempenho tanto nas ações defensivas (recepção e defesa) como nas ações ofensivas (saque, levantamento e ataque)”.

Essas características serão testadas nas próximas três competições que o time enfrenta nesse segundo semestre de 2014, Jogos da Liga USP, Inter U, e BIFE, nas quais o objetivo é chegar novamente as finais, como na Copa USP, só que dessa vez trazendo a medalha de ouro.

Crédito foto de Capa: Divulgação LAAUSP
Crédito Vídeo: Divulgação LAAUSP