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Saúde

Vai um tornozelo novo aí? Descubra mais sobre a entorse

A fisioterapeuta Maria Cecília Martins explica o que é a entorse de tornozelo, fala sobre suas causas dá dicas para prevenir o problema.

Por Maria Cecília Martins, Wagner dos Santos e Franco Latini

Você já está cansado de sair de quadra com um tornozelo torcido? Ou pior, você é daqueles que ficam preocupados se poderá entrar no próximo jogo porque as coisas não vão bem com seu tornozelo? Então esse texto é para você!  

Vamos esclarecer as principais dúvidas sobre a entorse de tornozelo e tudo que pode te ajudar a voltar para a quadra.

O que é um tornozelo torcido

A entorse de tornozelo ocorre quando a articulação do tornozelo realiza um movimento de forma brusca e involuntária. Ou seja, faz um movimento não proposital, forte e amplo além do normal.

Nessa ocasião, podem haver diferentes níveis de lesão. Pode ser só um estiramento dos ligamentos, que servem para limitar esse movimento (grau I), por exemplo.

Pode também ser uma ruptura de parte das fibras desses ligamentos (grau 2). Ou ainda se tratar de uma ruptura total das fibras desses ligamentos (grau 3).

Como acontece o entorse?

Nosso corpo apresenta uma série de sensores nos músculos, tendões, pele e articulações. Eles percebem nossa posição corporal, as partes do corpo uma em relação a outra e em relação ao ambiente.

A partir disso, definem qual reação devemos ter mesmo que não estejamos prestando atenção para o que está acontecendo. Essa capacidade possibilita aos músculos gerarem uma força oposta aos desequilíbrios.

Assim ajudam a manter o controle sobre os movimentos que fazemos. Isso significa, então, que podemos perceber o tornozelo torcendo e reajustar a posição antes que aconteça a lesão.

Infelizmente, algumas situações fogem dessa capacidade de resposta rápida do corpo por diversos motivos. E o atraso dessa reação muscular faz com que ele se desalinhe. Dessa forma, ele fará movimentos articulares amplos em algum ponto.

É o que ocorre, por exemplo, quando torcemos o tornozelo ao pisar num buraco. Isso porque nessa situação o corpo não previa que o pé se apoiaria no chão com algum grau a mais de inclinação.

E os nossos receptores e músculos acabam não sendo eficientes em recuperar a posição do pé assim que ele começou a virar sem querer. Por isso, o pé continua inclinando e pode lesionar as estruturas que limitam essa grande amplitude de movimento. É o caso dos ligamentos.

A nossa resposta em relação a esse movimento extremo depende da intensidade e da velocidade da força que virou o nosso pé. E também da habilidade do nosso corpo em perceber e reagir a ela. 

Por isso, entorses durante atividades mais intensas (como saltos, corrida e entradas do adversário contra sua perna) tendem a exigir respostas mais vigorosas dos músculos para não deixar o pé virar. E as chances de algo falhar nesses milésimos de segundo de resposta são muito maiores.

Torção de tornozelo com frequência

Se o entorse acontece eventualmente, não devemos nos preocupar. Algumas vezes simplesmente demos azar. Agora, se ele acontece muitas vezes ou sempre num mesmo tipo de situação, devemos buscar ajuda de um fisioterapeuta.

Isso porque é importante entender o que está havendo. Já que nenhuma lesão recorrente, ainda que leve, é normal. Assim, o fisio poderá investigar quais os fatores que estão predispondo você à lesão. E dessa forma, abordar objetivamente esses pontos para que o ciclo de lesões se quebre.

Causas da entorse de tornozelo

A própria maneira como seu corpo realiza os movimentos pode colocar suas articulações em posições de maior vulnerabilidade. E isso pode tornar aquele controle contra os desequilíbrios muito mais difícil.

Mas existem também alguns fatores decisivos que levam a torção do tornozelo. São eles:

  • Não ter uma boa estabilidade corporal
  • Mobilidade nas articulações dos membros inferiores
  • Força nos músculos que controlam seu equilíbrio

Além disso, há alguns outros elementos que podem prejudicar o controle do seu corpo, como a falta de sono, fadiga, uso de drogas, álcool, sapatos muito largos e altos.

Tensor para tornozelo: serve nos treinos?

tensor ou qualquer outro tipo de estrutura serve para“segurar” uma articulação. Assim, o que ele se dispõe a fazer é limitar a amplitude que seu pé fará caso torça. Entretanto, ele não impedirá que ele vire e nem mesmo poderá garantir o quanto de amplitude restringirá.

Costumamos indicar o uso de algum tipo de tensor em situações específicas. Quando a instabilidade é grande ou quando precisamos proteger as estruturas que estão cicatrizando naquela região.

Mas usar o tensor indiscriminadamente pode piorar seu quadro! Nosso corpo é bastante esperto e, se ele entender que existe uma coisa ali fazendo o papel dos músculos, ele vai ativar cada vez menos a musculatura que estabiliza seu tornozelo.

Isso significa que você perderá força, mobilidade e controle sensório-motor. Ou seja, aumentará os fatores predisponentes à lesão e poderá torcer mais facilmente quando não estiver usando o tensor!

Então, se você não quer ficar dependendo dele para o resto da sua vida esportiva (e às vezes até no dia-a-dia), é melhor investir no que ajuda a prevenir os entorses de verdade.

Como evitar torcer o tornozelo

Se falamos que o nosso corpo pode perceber e reagir a essas forças inesperadas, a melhor estratégia para prevenção dos entorses é treinar o seu corpo para ser cada vez mais eficiente nesse controle.

Para isso, devemos fazer exercícios com foco em melhorar a percepção individual do nosso próprio corpo e do nosso corpo em relação ao ambiente.

Assim estaremos trabalhando a sensibilidade do corpo, chamada de propriocepção. Além disso, precisaremos treinar o corpo a responder a essas percepções.

Isso é feito ativando os músculos contra os desequilíbrios de maneira mais rápida e eficaz. É o que chamamos de treino sensório-motor. Dessa forma, você terá uma resposta de prontidão quando pisar num próximo buraco e seu pé não chegará a virar.

 

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