Todo mundo já ouviu falar na dieta low carb. Seja porque queria perder um peso, porque tem umx amigx que já fez ou viu no Instagram. Descubra como ela funciona.

Quando o assunto é perda de peso, a eliminação de carboidratos (muitas vezes sem a orientação profissional) é um hábito comum.

Nos anos 1960, a dieta Atkins, criada pelo médico americano Robert Atkins, ganhou popularidade com um cardápio livre de carboidratos (arroz, pães, massas…) e focado em gorduras boas.

Durante décadas, cardápios semelhantes aos da dieta Atkins entraram em cena para quem desejava um corpo magro. Mas, afinal, como deve ser o nosso consumo de carboidratos? A dieta low carb vale a pena?

O que é low carb?

É a dieta mais procurada pelos brasileiros no Google – com um crescimento de 986% em relação a 2016. Consiste em uma alimentação com baixo teor de carboidrato.

O nome já diz low (baixo) carb (carboidrato). De maneira geral, não existe nenhum consenso quanto à quantidade de carboidrato que deve ser consumido diariamente.

Mas, o que muitos profissionais da área prescrevem, é uma ingestão de 20% a 40% desse nutriente em relação às calorias ingeridas.

Ou seja, algo em torno de 50g a 100g. Em uma “dieta normal”, os carboidratos devem representar de 55% a 65% das calorias diárias.

Como deve ser o cardápio?

O cardápio low carb reduz consideravelmente a ingestão de carboidratos, principalmente os refinados (pães, doces e massas…).

Alimentos processados e industrializados também devem ser evitados. Além disso, a alimentação low carb inclui carnes (vaca, cordeiro, porco, frango e outros), peixes (salmão, truta, sardinha, atum e outros), ovos.

Vegetais (espinafre, brócolis, couve-flor, cenoura e outros), algumas frutas (abacate, coco e frutas cítricas), nozes e sementes (amêndoas, nozes, castanhas do pará, sementes de girassol e outros) também fazem parte.

Assim como também estão inclusos laticínios e produtos derivados do leite, e diversos tipos de óleos e gorduras (óleo de coco, azeite de oliva).

Para quem é indicada?

Normalmente, a dieta low carb é indicada para quem deseja perder peso. E sempre deve ser orientada por um profissional de nutrição.

A vantagem dessa dieta é que o peso é perdido mais rápido. Isso devido à melhora da retenção de líquido, pois a cada 1g de carboidrato ingerido, o corpo retém 4g de água.

Porém, como sabemos, no emagrecimento de verdade, o que importa é a perda de gordura e não de líquido. Por isso, a low carb tem boa função enquanto uma dieta “em curto prazo”. Não tanto como uma forma de reeducação alimentar.

E vale ressaltar que o carboidrato complexo (encontrado em mandioca, batata doce, abóbora…) não é nenhum vilão. A eliminação total do carboidrato na dieta promove um risco maior de problemas de saúde.

Como por exemplo, cálculo renal, acidose metabólica, falta de energia para atividade física e pode ser fatal em pacientes com insuficiência hepática, renal ou cardíaca.

Low carb para atletas

Além disso, a dieta também não é indicada para atletas, pessoas que fazem muita atividade física, depressivas, compulsivas, ansiosas, diabéticas e aquelas que apresentam baixas taxas de serotonina no sangue.

Isso porque a redução drástica de carboidrato pode provocar falta de energia, fraqueza, desânimo, dificuldade de se concentrar e aumento do colesterol LDL (devido ao consumo maior de proteínas de origem animal, que são fontes de gordura saturada).

E essa restrição de carboidrato costuma também atrapalhar a performance de atletas e praticantes de atividade física.

Porque o macronutriente que oferece energia imediata aos músculos é o carboidrato. Na falta dele, o corpo tende a utilizar proteína como fonte de energia, o que pode resultar em perda de massa magra.

Então, o segredo da saúde, do bem-estar, da melhora da performance e do emagrecimento é o alcance de um balanço energético negativo. Ou seja, comer menos (porém, sempre com equilíbrio de macronutrientes) e gastar mais calorias.

Inclusive, pessoas com diabetes jamais podem adotar restrição severa de carboidratos, pois a falta ou redução dele pode causar hipoglicemia.

 

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