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Do futsal para o vôlei: conheça a fera das quadras

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Marina Medeiros, do vôlei da FGV, trocou de modalidade por forças maiores, se dedicou, brilhou e encerrou sua jornada com medalha de ouro no seu 5º e último Economíadas.

Por Carla Monteiro

Amante dos esportes desde pequena, a atleta Marina Medeiros, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), era daqueles tipos de multiatletas mesmo. Praticava diversas modalidades, mas tinha uma paixão especial pelo futsal. Entretanto, reviravoltas fizeram-na escolher por um esporte: seguiu firme no vôlei.

Quando adulta, viu sua trajetória acadêmica caminhar junto com a vida esportiva desde o início da graduação. E hoje, aos 23 anos, prestes a se formar em Administração Pública, Marina foi com tudo para o Economíadas 2017 e fechou seu ciclo na GV com chave de ouro – ou melhor, medalha de ouro.

Esporte na infância: por que vôlei?

Tudo começou muito cedo. Desde os nove anos de idade, Marina tem o esporte como parte de sua vida. Ainda na infância, chegava no Clube Sírio no início da tarde e treinava de tudo: ginástica olímpica, vôlei, futsal. Mas era com a bola nos pés que ela fazia mais sucesso e pelo qual era mais apaixonada.

Entretanto, depois de muitas lesões – três em cada tornozelo, acabou trocando de modalidade. “Antes meu esporte favorito era o futsal. Jogava com os meninos, era uma zoeira”, disse lembrando dos tempos de garota.

Ela também jogou no clube Hebraica, onde foi federada até 2012. Chegou a receber uma quantia financeira por atuar como atleta das categorias infanto e infantil. “Jogar em clube era muito bom; tinha vários campeonatos, a galera era muito boa. Até estranhei um pouco quando entrei na universidade no ano seguinte”, conta.

Vôlei universitário e a dedicação ao esporte

Em 2013, quando ingressou na faculdade, já entrou para o vôlei também. Até tentou jogar basquete, mas não conseguiu conciliar todos os treinos, pois a recuperação física ficava muito pesada.

Já era semestre de Economíadas, então tinha algo mais especial do que só jogar. Marina logo entrou no clima dos treinos, do inter, da rivalidade. Tudo aquilo a conquistou de tal modo que os quatro anos seguintes seriam dedicados ao esporte.

Tornou-se a capitã da equipe e viu seu time evoluir ano após ano. A cada semestre que passava, ela se apegava mais ao vôlei. Até mesmo quando foi para o intercâmbio, na Universidade de Colônia, na Alemanha, acompanhava as meninas de perto.

Conciliar o vôlei, a faculdade, o estágio é uma tarefa difícil, porém os treinos aparecem no topo da lista de prioridades em sua vida. “Sempre coloquei o vôlei como prioridade, odeio perder treino e eu amo ficar com as meninas. Esse ambiente é muito importante para mim”, aponta.

Não é à toa que ele rendeu tantos momentos inesquecíveis na trajetória da jogadora. Na conversa com a Revista BEAT, Marina compartilhou um dos jogos mais marcantes: “O econo de 2014, ficou na minha memória. O nosso time estava muito bom, com bastante chance. O primeiro jogo era contra o Insper, um dos favoritos na época. A gente perdeu o primeiro set, maior desespero”, lembra.

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A atleta lembra que entrou segundo set para fazer a função de levantadora e não esquece como foi uma “guerra pra vencer” e empatar a disputa. “Quando estava 23 x 18 pro time delas, a nossa capitã atual, Duda, foi para o saque. E o saque dela é muito bom, um dos melhores do universitário. É muito difícil pegar a bola dela. Ela virou o jogo só com ponto de saque”, contou.

Foi aí que a história mudou. “Ponto atrás de ponto e a gente virou o set em 25 x 23. Numa raça absurda, sem deixar a bola cair, acabamos vencendo o jogo. Foi incrível”, conclui.

Amor pela FGV: passagem pela Atlética

Sua passagem como diretora geral de esportes (DGE) na atlética, em 2015, foi um verdadeiro sacode nos times da GV: mudança de técnicos, prioridade para o esporte, mudança de postura nos times.

Todo esse trabalho e dedicação receberam reconhecimento: a GV ganhou o título de Melhor Esportivo do Novo Desporto Universitário (NDU). “Eu adorava trabalhar na atlética, fazer as coisas que tinha que fazer, eu amo esportes. […] Nossa gestão foi muito boa, muito incrível”.

E em seu último semestre de graduação, na disputa de seu 5º Economíadas – número alcançado por poucos atletas, Marina já via a GV com chances de terminar o inter em boa colocação. Quando pensava no vôlei feminino, ela tinha ainda mais certeza de grandes chances vitória.

Ela revelou que a chave estava difícil (em sequência, a FEA-PUC, FEA-USP e ESPM), mas que as as meninas estavam em boas condições por causa do coletivo e de talentos individuais. “Temos a Camila e Gabi que jogarama pelo [Clube] Pinheiros a vida toda também. O time todo vem sendo formado há anos, estamos entrosadas”, apontou ela ainda antes da vitória.

FGV no Economíadas 2017

Marina contava nos dedos os dias para o inter chegar. Mas ao mesmo tempo, tentava adiar ao máximo pensar sobre o fim de algo que representa tanto em sua vida: o vôlei na faculdade. Ela preferiu focar em sua última participação nos jogos e como seria gratificante trazer uma dourada no peito.

“Formar e ganhar o econo seria incrível e eu vou me esforçar muito pra fazer isso acontecer. Foram várias bolas na trave, mas acho que chegou a hora”, disse confiante. E não deu outra. O vôlei feminino teve o prazer de trazer uma medalha de ouro para casa.

“A sensação de ganhar a final do Economíadas ao lado daquelas que fizeram os últimos quatro anos os melhores anos da minha vida, foi indescritível. Quem conhece nossa trajetória sabe que não foi fácil chegar até aqui, e isso só mostra que nossa dedicação e esforço valeram a pena! Só tenho a agradecer por essa grande família que construímos e com certeza levaremos pro resto da vida”, disse emocionada.

Não bastasse, a FGV foi a atlética campeã, o que também teve dedo de Marina. “Fica meu agradecimento à gestão de 2015, doze pessoas apaixonadas pelo esporte e pela GV, com certeza deixamos nossa marca! O que mais me comoveu nos últimos dois anos, porém, foi ver o crescimento dos times femininos da GV, que desde então, trazem vitórias e muitas medalhas pra casa! A mulherada é foda demais!!! Respeita Nossa História!!!”.

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